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Stranger Things 3: The Game

Stranger Things: os altos e baixos

Redação Olhar Digital 09/08/2019 10h00
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A esta altura, você já pode ter visto a terceira temporada de Stranger Things e já deve ter entrado na velha e divertida brincadeira de pensar qual é a melhor entre as três temporadas. É certo que a cada temporada a tensão aumenta, e o que parecia uma versão mais cheia de aventuras de Conta Comigo (1986) se transforma cada vez mais num coquetel de ficção científica com horror e comédia adolescente.


Vamos, então, entrar na brincadeira e pensar nos altos e baixos de cada temporada, chegando assim ao nosso entendimento de qual foi a melhor e qual foi a pior.

Concorda? Discorda respeitosamente? Quer apontar outros altos e baixos? Escreva para nós.

Temporada 1

Altos:

- A apresentação dos personagens.

- A nostalgia dos anos 1980.

- Winona Ryder está de volta.

- O carisma de Eleven (Millie Bobby Brown – será que os pais da atriz gostavam de Frank Zappa?).

Baixos:

- A sensação de déjà vu provocada pelo algoritmo.

- Os clichês espalhados por todos os episódios.

Temporada 2

Altos

- O crescimento do policial Jim Hopper (David Harbour) dentro da trama e seu papel como pai adotivo de Eleven.

- O crescimento de Steve (Joe Kerry) como personagem e seu envolvimento com Dustin (Gaten Matarazzo).

- Ainda Winona Ryder, mesmo que sua personagem por vezes pareça perturbada demais.

- A volta de Eleven para seus amigos, após uma experiência traumatizante com sua meia irmã.

- O aparecimento de Max Mayfield (Sadie Sink), uma skatista rebelde.

Baixos

- A experiência traumatizante com a meia irmã, necessária, porém, para fortalecer a volta de Eleven para ajudar seus amigos.

- O aparecimento de Billy Hargrove (Dacre Montgomery), um playboy violento, poser e caricaturalmente mau.

- Os clichês continuam espalhados por todos os episódios.

Temporada 3

Altos

- A entrada definitiva dos personagens na adolescência, exceto Will (teria ele sido paralisado em seu crescimento pelo invasor?).

- A amizade entre Max (Sadie Sink) e Eleven.

- A entrada em cena de Robin (Maya Hawke, filha de Ethan Hawke e Uma Thurman) e a sintonia crescente com Steve.

- O charme e o carisma da pequena Erica Sinclair (Priah Ferguson), a irmã de Lucas (Caleb McLaughlin), e sua maior participação na trama.

Baixos

- A entrada em cena de alguns russos babões.

- Os clichês aumentaram e continuam espalhados por todos os episódios.

- O momento musical, de uma pieguice sem limites, entre Dustin e sua misteriosa e distante namorada.

Conclusão

Por tudo isso, parece-nos, num balanço geral, que a terceira temporada é ligeiramente mais fraca que as duas primeiras. Estas, por sua vez, equivalem em qualidade, pois se na segunda os baixos são mais fortes que na primeira, os altos também são. A terceira, infelizmente, carrega demais nos clichês e nos olhares de suspense em que a explicação vem tardiamente na trama.

Sérgio Alpendre


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