'Coronavírus está sob controle na China', diz Tim Cook ao reabrir fábricas da Apple

Executivo vê com otimismo momento no país, embora outras regiões comecem a ser afetadas de forma mais severa

Renato Santino 27/02/2020 21h50
Tim Cook
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Aos poucos, a vida começa a voltar ao normal na China, após o susto com o coronavírus. Mais um sinal disso foi dado por Tim Cook, CEO da Apple, que disse que as fábricas responsáveis pela montagem de seus produtos começaram a reabrir conforme o país começa a demonstrar que a disseminação da doença está sob controle.


Em pedaço de uma entrevista divulgada pela Fox Business, Cook dá alguns detalhes sobre sua visão sobre a situação das fábricas na China:

"Para mim, parece que a China está começando a manter controle sobre o coronavirus. Se você olhar para os números, eles estão diminuindo dia após dia. Então eu estou bastante otimista.

Do lado dos fornecedores, nós temos fornecedores... você sabe, o iPhone é produzido no mundo inteiro. Temos fornecedores-chave nos Estados Unidos, temos partes que estão na China e assim por diante.

Quando você observa as partes que são feitas na China, nós reabrimos as fábricas, então as fábricas puderem arrumar as condições para reabrir. Elas estão reabrindo. E também estão acelerando a produção, então eu acho que isso é a terceira fase do processo de retomada da normalidade. E estamos na terceira fase do processo de aceleração"

A reabertura das fábricas é importantíssima para a Apple, que já anunciou que o coronavírus impactará negativamente seus resultados no trimestre pela dificuldade em suprir a demanda pelos seus produtos causada pela paralisação de diversos fornecedores. No Brasil, um sintoma parecido tem sido visto com as linhas de produção de smartphones de empresas como LG, Motorola e Samsung, que precisaram parar temporariamente a montagem de produtos por falta de peças, que vêm em sua maioria da China.

Cook, no entanto, observa apenas a situação da China. Após um período no qual o coronavírus se manteve praticamente restrito à China, ele acelerou sua disseminação em outras partes do mundo, atingindo de forma mais contundente países asiáticos como Coreia do Sul e Irã, além de um novo foco na Itália.  O primeiro caso foi confirmado no Brasil registrado nesta semana e mais 132 casos monitorados com suspeita. Então, apesar da situação chinesa estar amenizando, o impacto do vírus na economia global ainda não pode ser completamente mensurado.


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