Anvisa vai acelerar trâmites para a vacina CoronaVac, diz Butantan

Gestor do instituto diz que expectativa é iniciar vacinação no início de 2021; produzida pelo laboratório chinês Sinovac Biotech, vacina está na terceira etapa de testes clínicos

Victor Pinheiro 31/08/2020 11h08
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O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou em entrevista à GloboNews que a Anvisa está disposta a agilizar os trâmites burocráticos para garantir a distribuição da candidata a vacina contra o coronavírus CoronaVac até o início do ano. O imunizante é desenvolvido pelo laboratório chinês Sinovac Biotech e se encontra na última etapa de ensaios clínicos.


"A Anvisa tem se manifestado que está acompanhando esse processo [testes da vacina] muito de perto e que vai acelerar seus procedimentos burocráticos. Não deve haver nenhum problema com a burocracia, pelo contrário, eles querem agilizar muito esse processo", afirmou Covas.

A expectativa do diretor é iniciar a vacinação a partir do começo do próximo ano. Segundo ele, as análises dos testes de eficácia da CoronaVac devem ser concluídas antes de 2021. Desde junho, o governo de São Paulo mantém uma parceria com a Sinovac Biotech para garantir doses e uma possível transferência de tecnologia da vacina para o Instituto Butantan, que é ligado à administração paulista.

Reprodução

Até esta segunda-feira (31), o Brasil contabilizava 120.828 mortes e mais de 3,8 milhões de casos confirmados de Covid-19. Imagem: Pixabay

Na semana passada, Covas afirmou que o instituto se comprometeu a disponibilizar até 45 milhões de doses do imunizante ao Sistema Único de Saúde até dezembro, com a possibilidade de ampliar a oferta para 100 milhões até maio. O governo paulista discute com o Ministério da Saúde um investimento federal de R$ 1,9 bilhão para acelerar a produção do composto.

Dimas Covas ainda comentou sobre o uso emergencial da CoronaVac para imunizar populações em grupo de risco e profissionais de saúde na China. Ele explicou que a iniciativa faz parte da avaliação de segurança da vacina e que cerca de 24 mil habitantes do país asiático receberam injeções da substância. Até o momento, ainda não se fala em uso emergencial no Brasil.

"A ocorrência de efeitos colaterais foi muito baixa, em torno de 5%, nenhum efeito colateral grave. O efeito mais frequente foi dor no local da injeção e as manifestações febris não chegaram a 0,18%", apontou Covas. Segundo ele, os resultados obtidos indicam que vacina tem um perfil de segurança "muito apropriado" e desempenho satisfatório em relação a outros imunizantes que são testados.

Vacina de Oxford

O Ministério da Saúde espera receber ao menos 15 milhões de doses da candidata a vacina contra a Covid-19 produzida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, em parceria com o laboratório AstraZeneca, até dezembro de 2020. Em julho, o secretário de vigilância em saúde da pasta, Arnaldo Correia de Medeiros, disse que um segundo lote, com mais 15 milhões de doses, está previsto para janeiro.

Assim como a CoronaVac, a vacina britânica também está na terceira e última etapa de ensaios clínicos e é testada em voluntários no Brasil. O acordo entre o Ministério da Saúde e a AstraZeneca prevê a transferência de tecnologia da vacina para a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Além disso, outras 70 milhões de doses estão reservadas, caso o composto tenha sucesso nos ensaios clínicos e na etapa de homologação.

 Via: Uol


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