Cigarros eletrônicos acentuam risco de Covid-19 em jovens, diz estudo

Pesquisa entrevistou 4,3 mil residentes dos Estados Unidos com idades entre 13 e 24 anos; resultados indicam uma probabilidade de infecção até 7 vezes maior para quem usa o cigarros eletrônicos

Victor Pinheiro 13/08/2020 13h08
Cigarro eletrônico
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Adolescentes e jovens adultos que utilizam cigarros eletrônicos apresentam de cinco a sete vezes mais chances de contrair Covid-19 se comparados com aqueles que não utilizam, aponta uma pesquisa conduzida pela Universidade de Stanford, nos Estados Unidos.


Publicado nesta quarta-feira (11) na revista Journal of Adolescent Health, o estudo aplicou um questionário online com 4.351 residentes norte-americanos de idades entre 13 e 24 anos. A pesquisa indagou os participantes se eles já usaram dispositivos de vaporização ou cigarro comum, e se eles haviam consumido esses produtos nos últimos 30 dias.

Os resultados indicaram que os jovens adeptos apenas ao cigarro eletrônico têm cinco vezes mais chances de apresentar sintomas da Covid-19. Já aqueles que também fumam cigarro comum apresentam uma probabilidade de infecção sete vezes maior.

Entre os participantes que foram testados para a doença, a pesquisa identificou que os jovens que já haviam usado cigarros eletrônicos tinham cinco vezes mais chances de receber um diagnóstico positivo de coronavírus. Os jovens que declararam ter usado nos últimos 30 dias, apresentaram uma tendência 6,8 vezes maior de receber a confirmação da doença.

A pesquisa cruzou os dados do questionário com índices populacionais. Os cálculos levam em conta o número de ocorrências de Covid-19 nos estados dos participantes, bem como se eles seguiram as orientações locais de distanciamento social.

Contribuição da pesquisa

O estudo não esclarece exatamente as razões que acentuam o risco de fumantes de cigarros eletrônicos. Os pesquisadores, no entanto, pontuam que a vaporização pode afetar a imunidade do organismo. Eles sugerem ainda que fumantes têm contatos mais frequentes da mão com a boca e outras partes do rosto.

Ao The Verge, Bonnie Halpern-Felsher, autor sênior do estudo, disse que o estudo reforça que os cigarros eletrônicos não são saudáveis. O site lembrar que, no ano passado, os Estados Unidos chegaram a considerar a proibição do produto após a ocorrência de mortes associadas ao uso dos dispositivos.

Já Ana María Rule, professora assistente do departamento de saúde e engenharia da Universidade Johns Hopkins, disse que os resultados da pesquisa não oferecem surpresas, uma vez que pesquisadores já suspeitam dos malefícios dos cigarros eletrônicos a longo prazo - em março, outra pesquisa também indiciou que o produto pode aumentar os riscos de infecção de Covid-19.  

Rule ressalta, no entanto, que o novo estudo de Stanford faz uma importante contribuição ao indicar que esses dispositivos podem ter impactos de curto prazo na saúde dos usuários.

Via: The Verge


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