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De acordo com previsão do grupo Covid19Analytics, formado por economistas da PUC-RJ e da FGV, o Brasil deve registrar cerca de 90 mil mortes em decorrência da Covid-19 até o fim deste mês. Além disso, os especialistas indicam que o número de infectados pode passar de 2,5 milhões.
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Apesar de serem apenas previsões, os economistas do grupo são os que têm maior número de acerto ao indicar os efeitos da pandemia em curto prazo – geralmente, a margem de erro é de apenas 2%. Mesmo com uma estabilização no número de mortes, o país registra entre 900 e 1.100 óbitos por dia. De acordo com os especialistas, isso deve se manter pelo menos até o fim do mês.
“Não parou de morrer gente e as pessoas vão continuar morrendo. Mas o fato é que vinha numa aceleração muito rápida, exponencial, e deu uma desacelerada”, declara Marcelo Medeiros, coordenador do grupo, em entrevista ao Estadão.
No último dia 10, o grupo divulgou o relatório mais recente sobre o assunto. Nele, é possível ver que a doença está em um processo de interiorização por aqui. Com um olhar mais profundo nos dados apresentados – analisando a situação em estados e municípios – há uma clara diferença na realidade da pandemia.
Ainda segundo o especialista, os estados encontram-se em tempos epidemiológicos diferentes. “São várias ondas diferentes e misturadas”, declara.
Média de contaminação

Número de infectados no Brasil até o fim do mês pode ser de 2,5 milhões. foto: FG Trade/ iStock
Atualmente, o número de reprodução da doença no país está estabilizado em 1,15. Esse valor mostra o número de pessoas que um infectado pode contaminar antes de ser curado. Em níveis ideais, ele deveria ser abaixo de um – com esse valor alcançado apenas no Pará e no Amapá.
Mesmo assim, as mortes registradas em São Paulo parecem ter estabilizado. No Rio de Janeiro, segundo os especialistas, o cenário é de queda dos números de óbitos. “No Rio, houve um pico grande e uma queda. Mas como nosso sistema de saúde não entrou em colapso, não tivemos a real dimensão da tragédia”, diz Medeiros.
Apesar disso, o economista alerta que os números atuais ainda não indicam o que pode ter ocorrido durante o período de flexibilização declarado recentemente em vários estados. Para ele, esses números devem aparecer em cerca de duas semanas, refletindo as decisões de reabertura gradual.
Via: Estadão