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Covid-19: gravidade dos sintomas pode estar ligada à genética

Luiz Nogueira 28/04/2020 10h04
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Geneticistas se uniram para entender se a variação do código genético dos indivíduos pode ser responsável pela variação na gravidade dos sintomas

Uma das características mais distintas do novo coronavírus, que já matou mais de 210 mil pessoas em todo o mundo, é a grande variação na gravidade dos sintomas apresentados pelos indivíduos infectados.


Algumas pessoas passam pela infecção e não sentem nada – são os chamados assintomáticos -, enquanto outras sofrem com danos letais nos pulmões e outros órgãos – além de um terceiro grupo que fica entre esses dois extremos.

Enquanto cientistas do mundo todo trabalham para tentar encontrar uma cura rapidamente, uma das principais preocupações é a diferença dramática nas respostas de pessoas infectadas por um mesmo vírus.

Até o momento, o que se sabe é que fatores como idade e condições de saúde podem desempenhar um papel importante na maneira como os sintomas vão se manifestar. No entanto, geneticistas trabalham com a ideia de que a variação natural do código genético pode ser responsável por essa distinção.

A ideia é bastante plausível e apoiada por registros médicos que indicam que as diferenças genéticas podem aumentar riscos de desenvolver problemas cardíacos, câncer e outras doenças mortais, por exemplo.

Descobrir que os genes influenciam as respostas ao vírus pode ser importante para o desenvolvimento de tratamento ou vacinas eficazes. Além disso, esses dados podem apontar para um medicamento existente e que pode funcionar contra a doença.

Respostas conclusivas

Reprodução

Em março, a partir de uma parceria firmada entre geneticistas do mundo todo, a Iniciativa de Genética Covid-19 foi lançada. O projeto é um site que tem como objetivo reunir grupos científicos para estudar o papel do genoma humano na explicação da gravidade e suscetibilidade de manifestação da doença.

A partir disso, se espera que os primeiros resultados concretos das pesquisas, que estão sendo desenvolvidas em laboratórios do mundo todo, sejam divulgados até o fim de maio.

Até o momento, o projeto conta com a participação de mais de 600 cientistas de 45 países. Eles foram responsáveis por registrar mais de 150 estudos diferentes, com o objetivo de obter informações sobre a genética da doença.

Via: Washington Post


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