Máscara de proteção

Covid-19: seu iPhone não o reconhece com uma máscara? Veja o que fazer

Victor Pinheiro, editado por Liliane Nakagawa 11/04/2020 15h04
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Jornalista de site americano investigou alternativas para desbloquear aparelho com diversos tipos de máscara

Embora insuficiente se não for adotado junto a medidas básicas de higiene e distanciamento social, o uso de máscaras faciais contribui para limitar a disseminação do novo coronavírus. Esse equipamento, no entanto, tem dificultado alguns usuários de smartphones de usarem o desbloqueio por reconhecimento facial, ou Face ID.


Ao jornal americano The Wall Street Journal, a jornalista Joanna Stern relatou experiências próprias e de terceiros na tentativa de acessar iPhones usando diversos tipos de máscaras faciais. De máscaras de panos a fotos de bocas e narizes, os sistemas dos dispositivos são incapazes de encontrar os padrões necessários para habilitar a ferramenta.

O Face ID, por exemplo, funciona com o auxílio de sensores chamados TrueDepth, que são capazes de analisar mais de 30 mil pontos do rosto do usuário e criar uma espécie de mapa facial. Mas para que isso aconteça, o sistema precisa da visão clara dos olhos, do nariz e da boca da pessoa. Uma vez que o uso adequado de máscaras cobre os dois últimos, quando usuários tentam registrar seus rostos, a tecnologia entende que há uma obstrução e não computa os dados necessários.

Assim, a alternativa restante aos usuários é digitar o PIN ou a senha. A jornalista destaca que, para muitos, trata-se de um problema particular ao cenário da pandemia, mas para profissionais que trabalham mascarados, como médicos e dentistas, representa uma dificuldade cotidiana.

“Se estou no laboratório de cateterismo, em vez de tirar minha máscara, geralmente digo a minha senha a alguém para que essa pessoa possa entrar no meu telefone e ler uma mensagem importante para mim”, disse o cardiologista Justin Trivax, ao The Wall Street Journal.

Soluções

Segundo Stern, pesquisadores de segurança no Tencent Security Xuanwu Lab conseguiram ludibriar o Face ID de um iPhone 11 cobrindo apenas a metade do rosto com as máscaras. Isso só foi possível porque o sistema da Apple é adaptado para reconhecer o usuário com aparências alternativas - com um óculos escuro, por exemplo.

A jornalista então tentou o método dos cientistas e depois de várias tentativas conseguiu desbloquear o aparelho, mas precisou posicionar a máscara um pouco abaixo do osso nasal.

Ela também relata uma solução criada pela designer de produtos Danielle Baskin. Trata-se de uma máscara com molduras do próprio nariz e da própria boca em 3D. Em vídeo gravado pela repórter, Baskin testa o produto em frente ao Face ID e o sistema libera prontamente o acesso ao iPhone. O procedimento para criar a moldura, no entanto, não é nada simples. A designer precisou moldar seu rosto com gesso e depois aplicar um processo de modelagem à vácuo.

Dicas

A reportagem de Stern mostra que não existem opções adequadas para usar o desbloqueio por reconhecimento facial de smartphones usando máscaras -- a não ser que você esteja disposto a encarar o processo trabalhoso de design de Baskin. Porém, algumas dicas podem ajudar usuários a consultar informações importantes sem a necessidade de desbloqueios excessivos do smartphone.

A primeira delas é pedir que colegas e familiares limitem a quantidade de mensagens enviadas durante o período que requer o uso de máscaras faciais. A ideia é que os textos sejam sintetizados em um único envio, e não em 10 mensagens separadas.

Além disso, vale imprimir documentos importantes para evitar a necessidade de recorrer ao smartphone toda vez que for preciso consultá-los. Uma lista de compras escrita em papel, por exemplo, dispensa ação de desbloquear várias vezes o aparelho.

Há também a possibilidade de usar relógios inteligentes, como o Apple Watch, para checar as notificações sem pegar o celular. Por fim, cabe destacar a importância de não informar a sua senha para terceiros, mesmo que isso signifique digitar o código em todos os acessos ao aparelho.

Fonte: The Wall Street Journal


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