Covid-19: tecido criado no Brasil inativa 99,9% das partículas virais

Produto também é eficaz contra sarampo e caxumba, e será utilizado na confecção de materiais de proteção hospitalar

Davi Medeiros, editado por Cesar Schaeffer 23/07/2020 12h09
Tecido antiviral criado no Brasil
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Um tecido desenvolvido por pesquisadores brasileiros pode representar um importante avanço na proteção contra a Covid-19. Em testes realizados no laboratório do Intituto Bio-Manguinhos, ele conseguiu inativar 99,9% das partículas do novo coronavírus com as quais teve contato. O projeto é fruto de uma parceria entre o Senai e a Diklatex, empresa têxtil de Santa Catarina. 


O Olhar Digital entrou em contato com Carla Botelho Mager, gestora de marketing da Diklatex. Ela explicou que, normalmente, materiais antimicrobianos são confeccionados utilizando íons de prata, que, embora sejam eficazes, são mais propensos a gerarem instabilidade dérmica (isto é, irritação na pele). De forma inovadora, os cientistas brasileiros optaram por produzir o tecido à base de um composto orgânico isento de metais. Assim, o resultado final não agride a epiderme, além de ser biodegradável. A receita química deste composto, entretanto, não foi revelada. 

Passada a fase de testes, o tecido passará a ser utilizado na confecção de itens de proteção hospitalar, como máscaras e aventais. Além dos benefícios relacionados à proteção dos profissionais de saúde durante a pandemia, ele apresenta uma série de outras vantagens, como o baixo custo de produção e o fato de ter se mostrado resistente a cerca de 25 lavagens.  

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Tecido é biodegradável por ser feito a partir de um composto orgânico. Imagem: Reprodução/Senai

De acordo com a Agência Brasil, a ação antiviral do tecido não se restringe ao novo coronavírus. As fases iniciais do projeto tiveram como alvo os vírus causadores do sarampo e da caxumba, devido às semelhanças moleculares destes em relação ao SARS-CoV-2. Por isso, o produto protege também contra essas doenças. Já em relação às bactérias, o tecido apresenta filtragem superior a 80% — ou seja, não permite que 8 a cada 10 partículas bacterianas ultrapassem a máscara no momento da respiração. Nesse aspecto, contudo, ela possui atuação inferior à classe de máscaras mais utilizada em hospitais, que filtra no mínimo 94% dos aerossóis. 

O projeto vinha sendo desenvolvido desde março, subsidiado pela bolsa oferecida pelo Edital de Inovação para a Indústria na categoria Missão contra a Covid-19, do Senai. É esperada a produção de 600 mil peças por mês. 


Confira em tempo real a COVID-19 no Brasil:



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