Covid-19: União Europeia autoriza venda e uso do remdesivir

O medicamento interfere na produção de material genético viral, impedindo a multiplicação do vírus, e se mostrou eficaz em pacientes graves do novo coronavírus

Renato Mota 25/06/2020 16h06
remdesivir
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O remdesivir, um antiviral desenvolvido pela farmacêutica Gilead Sciences originalmente para combater o vírus do Ebola, teve seu uso e venda liberados pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA) para o tratamento da Covid-19. A indicação do órgão é que a substância – primeira a ser recomendada pela União Europeia – seja utilizada em adultos e adolescentes, a partir dos 12 anos de idade, com pneumonia e que necessitem de suplementação de oxigênio.


"Os dados sobre o remdesivir foram avaliados em um prazo excepcionalmente curto por meio de um procedimento de revisão sem interrupção", explica a agência, justificando que a abordagem é adotada durante emergências de saúde pública, para avaliar os dados à medida que eles se tornam disponíveis. A decisão foi baseada em estudos recentes que comprovam a eficácia do medicamento.

"Levando em consideração os dados disponíveis, a agência considerou que o balanço de benefícios e riscos se mostrou positivo em pacientes com pneumonia que necessitam de oxigênio suplementar; isto é, os pacientes com doença grave", afirma a EMA. O remdesivir deve ser administrado por infusão na veia e seu uso é limitado a serviços de saúde nos quais os pacientes podem ser monitorados de perto.

A decisão facilita o acesso ao medicamento por parte dos países da União Europeia. "Esse tipo de aprovação permite que a agência recomende um medicamento para autorização de comercialização com dados menos completos do que o normalmente esperado, se o benefício da disponibilidade imediata de um medicamento exceder o risco inerente ao fato de que nem todos os dados ainda estão disponíveis”, completa o comunicado.

O remdesivir interfere na produção de material genético viral, impedindo a multiplicação do vírus. A substância mostrou ampla atividade in vitro contra diferentes RNA de vírus, incluindo Sars-Cov-2. A Gilead renunciou à patente do medicamento para facilitar o acesso do remédio em mais de 127 países.

 


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