EUA liberam transfusão de anticorpos para conter o coronavírus

Medida emergencial foi aprovada pela agência reguladora do Departamento de Saúde, e será aplicada caso a caso como uma forma de ajudar nas pesquisas científicas

Renato Mota, editado por Cesar Schaeffer 25/03/2020 12h03
Sangue
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A Food and Drug Administration (FDA), órgão regulador do governo dos Estados Unidos, atualizou suas regras sobre o uso de tratamentos experimentais relacionados a pandemia de Covid-19 para incluir a transfusão de plasma entre pacientes já curados e pacientes ainda infectados com a doença.


A medida libera, de maneira emergencial, o uso da soroterapia que introduz nos enfermos anticorpos bloqueadores das proteínas espinhosas utilizadas pelo vírus para infectar as células humanas. A autorização, entretanto, se aplica apenas caso a caso, e apenas em casos extremos - como um meio de ajudar a realizar pesquisas adicionais sobre a possível eficácia do tratamento.

Apesar da falta de ensaios clínicos concluídos, a FDA concedeu essa autorização temporária por causa da extensão da atual ameaça à saúde pública que o novo coronavírus representa. No entanto, vários ensaios pré-clínicos e clínicos sobre o uso de plasma de pacientes que se recuperaram indicam que o tratamento pode ser eficaz contra a SARS-CoV-2.

O plasma é um componente do sangue humano que contém, entre outras coisas, anticorpos que contribuem para a resposta imune do corpo. Pessoas que contraem um vírus e se recuperaram dele normalmente desenvolvem uma imunidade a ele. Isso funciona a longo prazo, como com a catapora, ou a curto prazo, como nas gripes sazonais.

Transfusões de plasma foram usadas em surtos anteriores, inclusive contra a gripe H1N1, bem como nas epidemias originais de SARS e MERS, com resultados variados. Vários projetos de pesquisa estão em andamento sobre o uso de plasma contra a Covid-19.

Na China, um estudo publicado em formato pré-impresso (antes de qualquer revisão por pares) monitorou dez pacientes graves que receberam doações de recém-recuperados. Em metade deles, o nível de anticorpos “aumentou rapidamente” imediatamente após a transfusão. Quatro outros pacientes já possuíam um nível alto de anticorpos, que persistiram. Em uma semana, a presença do vírus era indetectável em sete pacientes.

Via: TechCrunch


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