Rússia diz que Sputnik-V também tem 90% de eficácia contra Covid-19

Anúncio foi feito horas após a farmacêutica americana Pfizer divulgar o mesmo resultado sobre seu imunizante; dados preliminares sobre Sputnik-V devem ser publicados 'em breve'

Davi Medeiros, editado por Daniel Junqueira 09/11/2020 20h10
Sputnik-V
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Na tarde desta segunda-feira (9), a Rússia declarou que a Sputnik-V, uma de suas candidatas a vacina contra Covid-19, também tem mais de 90% de eficácia na prevenção da doença. O anúncio foi feito poucas horas após a farmacêutica americana Pfizer divulgar o mesmo resultado sobre seu imunizante.


Em comunicado, a cientista Oksana Drapkina, diretora de pesquisa do Instituto Gamaleya, que produz a Sputnik-V, afirmou que a substância levou à redução no número de casos da doença entre o grupo vacinado.

Com base em observações de sua equipe, o desempenho também é superior a 90%. Já o anúncio de outra vacina eficaz, curiosamente no mesmo dia, "é uma notícia boa para todos", ela diz.

Os resultados preliminares dos testes com o imunizante devem ser publicados "em breve", de acordo com o diretor do Gamaleya, Alexander Gintsburg.

Vacina da Pfizer

Mais cedo nesta segunda, a Pfizer divulgou resultados de testes em larga escala com sua vacina contra a Covid-19. Os dados apresentados demonstram eficácia superior a 90%. 

Vale lembrar que farmacêutica já havia afirmado que a substância produz resposta imunológica "robusta" em agosto. Em setembro, outra importante característica foi revelada: na maioria das pessoas, o imunizante causa efeitos colaterais considerados leves ou moderados.

Reprodução

Antes da Rússia, farmacêutica Pfizer anunciou resultados de sua candidata a vacina. Imagem: Ascannio/Shutterstock

"Este é um grande dia para a ciência e para a humanidade", disse Albert Boula, CEO da Pfizer. "Estamos alcançando este ponto crítico em nosso programa de desenvolvimento de uma vacina no momento em que o mundo mais precisa, com taxas de infecção atingindo novos recordes, hospitais quase excedendo sua capacidade e dificuldade na reabertura das economias". 

Já o especialista em doenças infecciosas William Schaffner, da Vanderbilt University School of Medicine em Nashville, nos EUA, avaliou os dados de eficácia como "realmente impressionantes".

"Isto é melhor do que muitos de nós esperávamos. O estudo ainda não está completo, mas ainda assim os dados parecem bastante sólidos", afirmou.

Agora, a Pfizer espera conseguir autorização dos EUA para uso emergencial do imunizante em pessoas de 16 a 85 anos. A capacidade de produção da farmacêutica para este ano é de 50 milhões de doses, quantidade suficiente para imunizar 25 milhões de pessoas.

Via: G1 


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