Sputnik V: Paraná pretende iniciar testes com a vacina em outubro

Pelo menos 10 mil voluntários serão testados, com prioridade aos profissionais da saúde e pessoas que façam parte dos grupos de risco; mundialmente, vacina será testada em 40 mil pessoas

Davi Medeiros, editado por Fabiana Rolfini 28/08/2020 12h00
Sputnik V
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O Instituto de Tecnologia do Paraná (TecPar) anunciou que pretende iniciar em outubro a fase 3 de testes com a Sputnik V, vacina russa contra a Covid-19. O imunizante será aplicado em pelo menos dez mil voluntários, priorizando profissionais da saúde e pessoas do grupo de risco.


O protocolo para início da fase 3 deve ser ser enviado à Anvisa em até 30 dias. A expectativa é que a aplicação em voluntários comece 20 dias após a aprovação, tempo necessário para ajustar os últimos detalhes do plano de testagem.

A última etapa de testes costuma levar, no mínimo, dois meses para ser concluída. Numa projeção otimista, o imunizante pode estar pronto para distribuição em grande escala em dezembro - se os testes mostrarem bons resultados.

Na quinta-feira (27), representantes do TecPar se reuniram com a Anvisa em Brasília para discutir o processo de aprovação da fase 3. De acordo com Jorge Callado, diretor do Instituto, a reunião serviu para tirar dúvidas e buscar soluções ligadas à produção e distribuição da vacina.

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TecPar é responsável pela produção da Sputnik V no Brasil. Imagem: Reprodução/Site oficial do TecPar

Durante a semana, outros encontros aconteceram na capital federal para discutir o imunizante. Na quarta-feira (26), os deputados Luiz Antonio Teixeira (PP-RJ) e Antônio Brito (PSD-BA) se reuniram virtualmente com autoridades russas, que afirmaram que os últimos testes com a Sputnik V começariam em breve. 

Vacinação em massa

De acordo com o embaixador da Rússia no Brasil, Sergey Akopov, a vacina será testada em 40 mil pessoas em todo o mundo já a partir da próxima semana. Se tudo ocorrer como o previsto, a estimativa é que a vacinação em massa da população comece em outubro na Rússia, e que 10 milhões de doses sejam produzidas até dezembro.  

O imunizante foi o único no mundo a ser registrado antes do início da última etapa de testes. A fase 3 é essencial para atestar a segurança da vacina, pois avalia o efeito da substância em milhares de organismos. 

Em 12 de agosto, logo após o registro controverso da Sputnik V, o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), firmou um acordo com a Rússia para produção e distribuição do imunizante no estado. 

De acordo com Sergey, o Brasil é considerado um parceiro estratégico para a produção da Sputnik V. Durante a reunião de quarta-feira, ele afirmou que “o Brasil tem todas as capacidades tecnológicas, científicas e humanas para ser o centro de produção e distribuição da vacina, não apenas para o território nacional, como para outras regiões”.

Fonte: Estadão 


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