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Home Cidades

Vista do alto, uma capital brasileira revela ruas em forma de leque criadas por um plano urbano dos anos 1940

Davy Emanuel Silva dos Santos Davy Emanuel Silva dos Santos
06/09/2026 15:17
Vista do alto, uma capital brasileira revela ruas em forma de leque criadas por um plano urbano dos anos 1940

Boa Vista revela do alto ruas radiais em forma de leque - Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

Do alto, avenidas largas se abrem como linhas de um leque e conduzem o olhar ao mesmo centro. Esse desenho nasceu de um plano urbano iniciado nos anos 1940. Em Boa Vista, capital de Roraima, a organização radial ainda conecta o Centro Cívico às avenidas e transforma a paisagem em atração.

Como o plano dos anos 1940 redesenhou Boa Vista?

🏛️ 1943: Criação do Território Federal do Rio Branco, com Boa Vista escolhida como capital.
🌿 1944: O Plano Quinquenal Territorial passa a orientar a elaboração do plano diretor.
🚀 1946: A empresa do engenheiro Darcy Aleixo Derenusson inicia a execução do projeto urbanístico.

O redesenho começou quando a nova capital precisava ganhar estrutura compatível com seu papel administrativo. Segundo a Prefeitura de Boa Vista, o Plano Quinquenal Territorial surgiu em 1944, enquanto a execução começou em 1946. A mudança organizou a expansão de uma capital que assumira essa função com a criação do território federal, em 1943.

Naquele momento, a pequena vila tinha cerca de 1.800 moradores e 20 quadras irregulares. A obra enfrentava uma dificuldade concreta, a BR-174 ainda não existia, por isso materiais chegavam pelo Rio Branco. O projeto ajudou a transformar aquele núcleo reduzido em uma capital planejada, com vias largas e organização radial.

Do Centro Cívico o leque organiza a paisagem

O desenho radial conduz as principais avenidas em direção ao Centro Cívico, formando a imagem de leque percebida em mapas e vistas elevadas. Um documento oficial da Secretaria Municipal de Obras descreve o traçado como radial e planejado entre 1944 e 1946. O mesmo documento registra que as principais avenidas seguem para essa área central.

A praça no coração desse conjunto, referência para a leitura do plano, tem nome oficial de Praça Joaquim Nabuco. Conforme a Prefeitura, ela reúne o Coreto Raimundo Soares, inaugurado em 1963, e o Monumento ao Garimpeiro. A combinação mostra como o centro soma função urbana e memória, enquanto as avenidas largas mantêm legível a ideia de expansão do projeto.

Vista do alto, uma capital brasileira revela ruas em forma de leque criadas por um plano urbano dos anos 1940
Plano urbano dos anos 1940 moldou avenidas convergentes ao Centro Cívico – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

O que ver em Boa Vista para entender esse desenho urbano?

O melhor roteiro combina o centro planejado, a margem do Rio Branco e um ponto elevado. Assim, o visitante percebe a ligação entre o traçado dos anos 1940 e o núcleo anterior. Também entende como o rio continua orientando a paisagem e os principais espaços de lazer.

  • Praça do Centro Cívico: permite observar a convergência das avenidas e conhecer o coreto de 1963 e o Monumento ao Garimpeiro.
  • Centro Histórico: reúne a Igreja Matriz Nossa Senhora do Carmo, o Monumento aos Pioneiros e referências ao núcleo que antecedeu a cidade planejada.
  • Orla Taumanan: fica às margens do Rio Branco e possui duas plataformas, Meiremê e Weikepá, ligadas à paisagem ribeirinha.
  • Parque do Rio Branco: concentra áreas de lazer, espelho d’água, espaços esportivos e o Mirante Edileusa Lóz, principal ponto para a vista elevada.
  • Praça da Bandeira: inaugurada em 1939, preserva o Monumento à Bandeira Nacional e um canhão original do Forte São Joaquim, criando um contraste com o plano posterior.

Esses lugares aparecem no roteiro turístico oficial do município. A sequência revela duas camadas urbanas, a ocupação ligada ao rio e a organização planejada que se expandiu depois. O passeio ganha sentido quando o visitante observa primeiro a margem do rio e depois segue para o centro planejado.

Como observar Boa Vista do alto e circular pelo centro?

Ponto de leituraO que revela
Centro CívicoA convergência das principais avenidas e a lógica radial do plano urbano.
MiranteA cidade, o Rio Branco e a escala do crescimento vistos em panorama.

O ponto mais direto para enxergar a capital de cima é o Mirante Edileusa Lóz. A estrutura tem 120 metros, enquanto o observatório fica a 93 metros e oferece visão panorâmica de 360 graus. O elevador panorâmico também permite acompanhar a paisagem do Rio Branco durante a subida.

Atualmente, a página oficial informa funcionamento de quarta a domingo, das 15h às 21h, com ingressos gratuitos e agendamento. Cada entrada permite 20 minutos no observatório, e visitas podem ser suspensas por chuva. Depois, caminhar pelo Centro Cívico permite comparar o plano visto de cima com a experiência das avenidas no nível da rua.

Vale olhar a capital por dois ângulos

A capital ganha sentido quando o visitante alterna a vista panorâmica com a escala das ruas e percebe como o planejamento moldou a paisagem. Do mirante, o desenho urbano aparece como uma composição ampla, enquanto o centro devolve essa experiência à escala das praças e avenidas. Essa combinação aproxima história, turismo e leitura geográfica em um percurso curto e visualmente marcante. Se você gosta de cidades que contam sua história pelo próprio traçado, reserve tempo para observar Boa Vista dos dois ângulos.

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Tags: curiosidadehistóriaturismo
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