😴 E se dormir bem rendesse um prêmio de verdade?
Em Tóquio, gente comum deitou numa cama, fechou os olhos e disputou milhões de ienes. Entenda como foi ⬇️
No Japão, dormir virou competição. Em 5 de outubro de 2026, dezenas de pessoas se deitaram em colchões de Tóquio, com sensores presos à cabeça, para disputar mais de 2 milhões de ienes. O concurso de sono, batizado de Matt Race, premia quem adormece mais rápido e descansa mais fundo, em um país conhecido pelo cansaço.
Como funciona o concurso de sono em Tóquio?
A disputa foi organizada pela fabricante de colchões Koala Sleep Japan. Cada participante teve até 90 minutos para dormir, em três rodadas com cerca de 20 pessoas. A sala ficava na penumbra, e alguns concorrentes abraçaram bichos de pelúcia.
Muitos concorrentes se descreviam como dorminhocos competitivos de elite, prontos para transformar o descanso em esporte. A campeã se identificou apenas como Suimii. Ela contou que pretende usar o prêmio para pagar a mudança de casa e comprar uma cama nova.
Mas como alguém vence uma prova de sono? Os avaliadores observaram três sinais, resumidos a seguir.
Por que o Japão é o país que menos dorme?
Porque a rotina do país deixa pouco espaço para a cama. A OCDE registrou, em 2021, média de 7 horas e 24 minutos de sono por dia no Japão, a mais baixa entre os países da lista.
Reportagens apontam alguns fatores por trás da privação de sono. Eles se acumulam ao longo da semana.
- Jornadas de trabalho longas
- Deslocamentos demorados entre casa e emprego
- Vida noturna intensa, que mantém a economia acordada até tarde
Para Riichiro Nakama, diretor criativo da Koala Sleep Japan, transformar o descanso em evento ajuda a despertar o interesse do público pelo sono. A ideia é chamar atenção para a privação de sono que marca o país.
A iniciativa não é a primeira do tipo. Em 2018, a empresa de casamentos Crazy, também em Tóquio, passou a dar pontos a quem dormia pelo menos seis horas por noite, acompanhando tudo por aplicativo.

O que o concurso revela sobre o sono dos japoneses?
Revela um país cansado que tenta transformar o descanso em assunto de conversa. Nenhum participante contou segredos para dormir bem: a campeã só comentou o destino do prêmio, e Chisato Honda, de 32 anos, disse que queria ter dormido um pouco mais.
O que ensina de verdade vem dos dados e da saúde pública. A penumbra e os colchões confortáveis marcaram o cenário da prova, e as recomendações de órgãos de saúde apontam hábitos simples que qualquer pessoa pode adotar.
Quais hábitos de sono qualquer pessoa pode copiar?
Os hábitos de sono recomendados pelo CDC, agência de saúde dos Estados Unidos, são cinco e cabem em qualquer rotina. Nenhum exige colchão premiado, apenas organização.
- Mantenha o mesmo horário para deitar e acordar, inclusive nos fins de semana.
- Deixe o quarto silencioso, escuro, relaxante e em temperatura confortável.
- Tire TV, computador e celular do quarto.
- Evite refeições pesadas, cafeína e álcool perto da hora de dormir.
- Pratique atividade física durante o dia, o que facilita adormecer à noite.
Os itens se dividem em três frentes: horário, ambiente e rotina do dia. Ajustar uma delas já é um bom começo, e quem combina as três constrói uma noite mais próxima da vivida na sala de Tóquio.
O que esse concurso muda na sua rotina de sono?
O Matt Race não entrega fórmula mágica, mas escancara um problema real: muita gente trata o descanso como sobra de agenda. Pequenos ajustes de horário, quarto e telas aproximam qualquer pessoa de uma noite melhor.
Escolha um hábito da lista para testar esta semana e depois conte para a gente como foi.
