logo Olhar Digital
No Result
View All Result
Clube Olhar Digital
Assine
  • Notícias
  • Vídeos
    • Todos
    • Especiais
  • Ciência e Espaço
  • Inteligência Artificial
  • Pro
  • Robótica
  • Veículos e Tecnologia
  • Fichas Técnicas
    • Fichas Técnicas
    • Comparar Modelos
  • Editorias
    • Agronegócios
    • Cinema e Streaming
    • Curiosidades
    • Games e Consoles
    • Dicas e Tutoriais
    • Internet e Redes Sociais
    • Medicina e Saúde
    • Olha isso!
    • Produtos e Reviews
    • Segurança e Privacidade
    • Tira-dúvidas
  • Ofertas
  • Apostas
logo Olhar Digital
No Result
View All Result
Home Filósofos e Frases

Malala Yousafzai, Nobel da Paz, sobre educação: “Uma criança, um professor, um livro e uma caneta podem mudar o mundo.” A frase de quem quase morreu por querer estudar

Vanessa Ramos Vanessa Ramos
28/10/2026 10:29
Malala levou à ONU, em 2013, a frase de que uma criança, um professor, uma caneta e um livro podem mudar o mundo

Malala levou à ONU, em 2013, a frase de que uma criança, um professor, uma caneta e um livro podem mudar o mundo - Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial

Todo mês de outubro marca mais um aniversário do ataque que quase matou Malala Yousafzai. Em 9 de outubro de 2012, um atirador do Talibã a baleou dentro do ônibus escolar, no Paquistão. Catorze anos depois, a frase que ela levou à ONU nove meses após o atentado continua em murais de escola, cartazes e redes sociais. E ela pesa ainda mais num mundo em que milhões de meninas seguem longe da sala de aula.

A frase nasceu no discurso de Malala na ONU em 2013

Malala disse a frase em 12 de julho de 2013, dia do seu 16º aniversário, na Assembleia da Juventude das Nações Unidas, em Nova York. Segundo a ONU News, o então secretário-geral Ban Ki-moon batizou a data de “Dia de Malala”. Quase mil jovens líderes acompanharam a fala na sede da organização.

Na transcrição do discurso publicada pelo Malala Fund, a frase aparece como “uma criança, um professor, uma caneta e um livro podem mudar o mundo”. A ordem dos dois últimos itens muda nas versões que circulam por aí, mas a ideia é a mesma. A educação aparece como resposta direta à violência, sem pedido de vingança.

Pouco antes, Malala tinha chamado livros e canetas de “nossas armas mais poderosas”, imagem que resume o tom de toda a fala. A gravação abaixo, publicada pelo canal oficial das Nações Unidas no YouTube, mostra a jovem discursando na Assembleia da Juventude.

Como o Talibã tirou Malala da escola no Vale do Swat?

O grupo proibiu as aulas para meninas quando assumiu o controle de Mingora, cidade natal de Malala no Vale do Swat, no Paquistão. Segundo a biografia publicada pelo Malala Fund, os extremistas declararam que meninas não podiam mais frequentar a escola. Nascida em 12 de julho de 1997, ela precisou deixar as aulas em janeiro de 2009, aos 11 anos.

Segundo a Unesco, 122 milhões dos 250 milhões de crianças e jovens fora da escola são meninas e mulheres jovens
Segundo a Unesco, 122 milhões dos 250 milhões de crianças e jovens fora da escola são meninas e mulheres jovens – Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial

A menina não ficou em silêncio. Malala passou a escrever sobre a vida sob o domínio do Talibã num blog para a BBC Urdu, e essa exposição a transformou em alvo. A defesa da educação de meninas, que começou como relato pessoal, passou a incomodar quem queria as alunas fora da escola.

Em outubro de 2012, um atirador mascarado a atingiu na cabeça dentro do ônibus escolar, quando ela tinha 15 anos. A frase dita na ONU conversa com outras ideias famosas sobre o poder do ensino, como a de Nelson Mandela.

LEIA MAIS NO OLHAR DIGITALRECOMENDADO
Nelson Mandela, líder sul-africano: “A educação é a arma mais poderosa que podemos usar para mudar o mundo”, a frase de 2003…➔

Do atentado em 2012 ao Prêmio Nobel da Paz aos 17 anos

A jovem do Vale do Swat sobreviveu ao ataque e, em dezembro de 2014, recebeu o Prêmio Nobel da Paz aos 17 anos. Com isso, tornou-se a pessoa mais jovem a conquistar um Nobel. Ela dividiu a honraria com o indiano Kailash Satyarthi, ativista que dedicou a carreira ao combate ao trabalho infantil.

O comitê norueguês justificou a escolha pela luta dos dois contra a opressão de crianças e jovens e pelo direito de todas as crianças à educação. Uma paquistanesa e um indiano dividindo o Nobel da Paz deram à premiação um recado claro contra o extremismo e a favor da escola.

Aos 17 anos, Malala dividiu o Nobel da Paz de 2014 com o indiano Kailash Satyarthi, em defesa da educação de todas as crianças
Aos 17 anos, Malala dividiu o Nobel da Paz de 2014 com o indiano Kailash Satyarthi, em defesa da educação de todas as crianças – Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial

Antes do prêmio, ainda em 2013, Malala criou com o pai, Ziauddin Yousafzai, o Malala Fund, organização dedicada à educação de meninas em vários países. Ela também voltou aos estudos e se formou em 2020 em Filosofia, Política e Economia na Universidade de Oxford, curso que começou em 2017.

O que a frase de Malala ensina sobre a educação de meninas?

A frase continua atual porque o problema que ela enfrenta segue enorme. Dados da Unesco divulgados em 2023 apontam 250 milhões de crianças e jovens fora da escola no mundo. Desse total, 122 milhões, ou 48%, são meninas e mulheres jovens. A Unesco liga boa parte do aumento recente à exclusão em massa de meninas do ensino no Afeganistão, hoje governado pelo Talibã.

Daqui para frente, vale acompanhar os novos levantamentos da Unesco sobre acesso à escola e as regras para o ensino de meninas no Afeganistão, que pesam diretamente nesses números. As informações oficiais estão nos sites da Unesco e do Malala Fund, que também publica a íntegra do discurso de 2013. Se a história de Malala Yousafzai mexeu com você, que tal ler o discurso inteiro e mandar para alguém que ensina ou aprende todos os dias?

Para seguir no universo das frases que atravessam gerações, há outra leitura no site. Ela mostra a origem de uma das ideias mais repetidas de Nietzsche.

LEIA TAMBÉM NO OLHAR DIGITALTAMBÉM NO SITE
Friedrich Nietzsche, filósofo e escritor alemão: “Aquilo que não me mata me torna mais forte.”➔
Tags: educação de meninasfilósofos e frasesfrases sobre educaçãomalala yousafzaiprêmio nobel da paztalibã
logo olhar digital

O futuro passa primeiro aqui

Cobertura editorial independente. Jornalismo de tecnologia com profundidade, analise e credibilidade.

  • Fale Conosco
  • Sobre Nós
  • Anuncie
  • Termos de Uso e Privacidade
Ícone Youtube Ícone X (Twitter) Ícone Facebook Ícone Instagram Ícone Linkedin Ícone Telegram

© 2005 - 2026 Olhar Digital. Parceiro UOL Tecnologia.

No Result
View All Result
  • index custom
  • Sample Page

© 2026 JNews - Premium WordPress news & magazine theme by Jegtheme.