Ela acompanhava o caminho das tartaruguinhas até o mar
Durante nove anos, a cadela Ema fez parte da rotina de quem protege tartarugas marinhas no sul da Baixa Califórnia, no México. Agora, o Campamento Tortuguero ASUPMATOMA se despede da companheira que acompanhava o caminho dos filhotes até o mar. A perda deixou de luto quem trabalha na proteção das tartarugas em El Suspiro, na região de Los Cabos.
Quem era Ema, a cadela que vivia em El Suspiro?
Ema era uma cadela que fez de El Suspiro o seu lar e acompanhou o acampamento por nove anos. Voluntários e colaboradores conviviam com ela nas atividades diárias de proteção dos ninhos. Para essa equipe, a companheira não era só uma mascote, e sim parte da comunidade formada em torno do campo.
Ao cair da tarde, a cadela também estava presente na vigilância do caminho das tartaruguinhas rumo ao mar. Por isso, os cuidadores a recordam como guardiã da praia e dos filhotes que nascem ali. Quem visitou El Suspiro guarda lembranças do seu jeito protetor e alegre.
A organização atua em Los Cabos desde 1995 e se apresenta como o primeiro acampamento de proteção de tartarugas marinhas da Baixa Califórnia Sul. Ema acompanhou parte dessa história de perto.

Como o acampamento se despediu da cadela guardiã?
O acampamento se despediu com uma mensagem nas redes sociais, lembrando a nobreza, a alegria e a companhia de Ema. Os integrantes destacaram que a cadela teve uma vida livre e feliz, cercada de afeto, e que deixou marcas na casa, na areia e no coração de quem a conheceu.
Depois do anúncio, o campo fez um convite a quem conviveu com a guardiã das tartarugas. A ideia é reunir memórias de voluntários e visitantes que passaram por El Suspiro.
- Fotografias de Ema na praia.
- Anedotas de quem participou das jornadas do acampamento.
- Lembranças compartilhadas em mensagens ou stories nas redes sociais.
Como o Projeto Tamar protege os ninhos no Brasil?
O Projeto Tamar monitora diariamente os ninhos nas praias prioritárias de reprodução do país, em um trabalho que lembra o dos acampamentos mexicanos. Segundo a coordenadora de conservação e pesquisa, Neca Marcovaldi, em balanço divulgado pelo projeto, 99% dos ninhos permanecem no local original da desova, graças à educação ambiental com comunidades e turistas.
Os filhotes levam de 45 a 60 dias para nascer, e o cuidado segue etapas bem definidas. Confira como a equipe organiza o caminho do ninho até a eclosão.
Quais perigos ameaçam os ninhos nas praias?
Luz artificial, veículos na areia, lixo e animais domésticos estão entre os principais riscos apontados pelo Projeto Tamar. Cada fator pesa em uma fase diferente do nascimento, e conhecê-los ajuda a proteger tartarugas marinhas em qualquer litoral.
- A luz artificial desorienta os filhotes na busca pelo mar e afasta fêmeas prestes a desovar.
- Veículos na areia podem prejudicar ninhos e filhotes e assustar as fêmeas.
- O lixo vira obstáculo no caminho até a água e pode ser engolido por engano no mar.
- Animais domésticos e raposas podem matar fêmeas e filhotes e destruir ninhos.
Esse cenário explica por que a presença de equipes atentas na praia faz tanta diferença.
O que a história de Ema deixa para quem ama a natureza?
Ema mostra que proteger a vida marinha também passa pela presença e pela constância de quem cuida em silêncio. O legado da guardiã das tartarugas fica nas lembranças de voluntários e visitantes, e no trabalho que o acampamento segue fazendo na areia. Se um bicho de estimação já virou parte do seu dia a dia, que tal contar essa história nos comentários?
