FBI ainda tenta acessar dados de iPhone do atirador em massa

Agência quer que Apple crie backdoor para burlar criptografia do aparelho; método também colocaria em risco a segurança de dados dos usuários

Renato Mota, editado por Liliane Nakagawa 05/02/2020 18h02
Christopher Wray
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O FBI ainda não conseguiu acessar os dados criptografados do iPhone do atirador por trás do ataque à Estação Naval de Pensacola, na Flórida, em dezembro. A informação foi confirmada pelo diretor do bureau, Christopher Wray, durante uma audiência do Comitê Judiciário da Câmara dos Estados Unidos.


Em 6 de dezembro do ano passado, Mohammed Saeed Alshamrani, um estudante de aviação da Arábia Saudita, matou três pessoas e feriu outras oito antes de ser morto pela polícia. O Departamento de Justiça disse que classificou o incidente como um ato de terrorismo, motivado pela "ideologia jihadista".

Wray afirmou que o FBI está "atualmente envolvido com a Apple na esperança de ver se podemos obter melhor ajuda deles para que possamos ter acesso a esse telefone". Há um mês, o governo dos EUA pediu à Apple ajuda para desbloquear os iPhones pertencentes o atirador.

Em resposta, a empresa disse que forneceu ao FBI os dados armazenados na nuvem relacionados aos iPhones, mas resiste em criar um backdoor em torno da criptografia dos aparelhos. "Os backdoors também podem ser explorados por aqueles que ameaçam nossa segurança nacional e a segurança de dados de nossos clientes", afirmou a Apple no início de janeiro.

Especialistas em segurança cibernética e forense digital acreditam que a agência tem a capacidade de desbloquear os dispositivos sem a ajuda da Apple. Isso já aconteceu antes, com o telefone pertencente ao atirador responsável pelo ataque em São Bernardino, na Califórnia, há cinco anos.

Porém, o que estaria por trás dos pedidos do FBI e do governo é a intenção de aumentar a pressão sobre a Apple para que a empresa forneça assistência adicional em outros casos. No mês passado, documentos do Departamento de Justiça revelaram que o FBI conseguiu acessar dados em um iPhone pertencente a Lev Parnas, um associado indiciado do advogado do presidente Donald Trump, Rudy Giuliani, em cerca de dois meses.

Via: Bloomberg

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