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Se você ignora quando as fabricantes de smartphones avisam que não se deve usar cabos USB e carregadores de origem desconhecida ou duvidosa, conhecer o trabalho do hacker MG pode te fazer mudar de ideia. Ele tem desenvolvido e comercializado cabos que, entre outras coisas, possui wi-fi e até mesmo um keylogger (software capaz de registrar dados de um teclado) embarcado. Com eles, todo o trabalho de conexão e obtenção de dados por terceiros pode ser simplificado com um único objeto do qual ninguém desconfia.
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MG integra uma equipe de desenvolvimento chamada O.MG (Offensive Mischief Gadgets, algo como Aparelhos Ofensivos Travessos), que cria os equipamentos. Nos últimos meses, eles revelaram ao mundo suas mais recentes criações: o O.MG Cable, um cabo turbinado com wi-fi capaz de executar códigos maliciosos conectado a um smartphone; o O.MG Keylogger, que consegue copiar e enviar toda informação digitada em um teclado USB; e o Malicious Cable Detector, um adaptador capaz de identificar um cabo adulterado. Em outras palavras, este último seria a “cura” para os próprios produtos desenvolvidos.

Cabos USB estão entre os equipamentos que podem ser hackeados. Crédito: topimages/Shutterstock
A fabricação é muito bem detalhada, tanto que os cabos são idênticos aos originais, até mesmo aos cabos do tipo Lightning, proprietário da Apple, e com plugues USB-C e micro USB. A olho nu, um usuário comum certamente não perceberia a diferença, sendo necessário um equipamento como o Malicious Cable Detector. Por meio de um LED, o dispositivo informa qualquer tipo de adulteração ou tentativa de obtenção de dados.
Some new “how it’s made” pics for OMG Cable and OMG Keylogger Cable
(https://t.co/jASPCwJPGE)Lots of QA steps across the entire process. 60% yields are now looking closer to 95%!
I’m not doing this in my kitchen anymore ðŸÅ½‰, but the QA tooling is still 100% hand made by me! pic.twitter.com/PnmzgkicbR
— _MG_ (@_MG_) August 27, 2020
Veja o funcionamento dos equipamentos.
O detector de cabos maliciosos analisa o comportamento dos cabos duzentas mil vezes por segundo, e foi desenvolvido de forma a permitir modificações tanto no firmware como no hardware utilizando Arduino, software de código aberto. Além disso, o dispositivo inclui um adaptador ISP de 6 pinos, para conexão de controladores. Desta forma, é possível criar padrões de funcionamento, como ativar a detecção via controle remoto.
Embora objetos como estes possam assustar a maioria dos usuários, é importante ressaltar que eles são usados muitas vezes para fortalecer sistemas de segurança. O próprio MG, desenvolvedor dos equipamentos, diz trabalhar em uma equipe de Red Team, grupo de programadores e desenvolvedores contratados para realizar ciberataques a empresas com o intuito de evidenciar falhas e vulnerabilidades em TI.
O fato é que esses aparelhos mostram que as formas de agir de hackers têm se diversificado com o tempo, e que, da mesma forma, os usuários precisam ficar atentos. As recomendações de segurança são importantes e não devem ser minimizadas. Um cabo USB emprestado por um desconhecido prestativo, ou ‘inocentemente esquecido’ no aeroporto, pode gerar um prejuízo sem precedentes.
Fonte: MG