Hackers invadem sistema do Exército e vazam supostos exames de Bolsonaro

Quatro resultados, de procedimentos médicos feitos entre junho de 2019 e janeiro de 2020, foram divulgados pelo grupo na internet; Exército avalia a dimensão do ocorrido

Luiz Nogueira, editado por Liliane Nakagawa 15/05/2020 13h05
Bolsonaro se atrapalha com máscara
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Um grupo de hackers foi responsável por invadir o sistema do Exército e divulgar na internet quatro exames médicos realizados pelo presidente Jair Bolsonaro. Os testes foram realizados entre junho de 2019 e janeiro de 2020 no Hospital das Forças Armadas e apresentam o nome de batismo do governante - ao contrário do que ocorreu com os exames de Covid-19 em que foram usados supostos pseudônimos.


A autoria do ataque foi reivindicada por uma conta do Twitter identificada como 'DigitalSp4ce'. Antes da suspensão da conta na rede social, ocorrida na tarde de quinta-feira (14), uma mensagem foi compartilhada pelos supostos invasores. "Somente após meses o presidente resolveu mostrar seus exames, isso intrigou nosso grupo, resolvemos ir atrás e invadimos o Banco de Dados do hospital onde foi realizada a coleta e adivinhem? Nada comprova que foi feita tal coleta, nem mesmo com pseudônimo", dizia o tuíte.

Na terça-feira (12), Bolsonaro entregou os resultados dos exames realizados ao Supremo Tribunal Federal (STF), após o Estadão entrar na Justiça solicitando acesso às informações. Em todos os casos foram descartados a infecção por Covid-19. Anteriormente, o presidente já havia anunciado em suas redes sociais o resultado negativo para a doença, mas se recusou a mostrar os laudos.

Ao todo, três testes foram encaminhados. Dois deles sob os pseudônimos Airton Guedes e Rafael Augusto Alves da Costa Ferraz, entretanto com o CPF e a data de nascimento de Bolsonaro. O terceiro deles identifica o governante apenas como "paciente 5", sem qualquer outro dado.

A informação sobre o ataque foi publicada pela revista Época na quinta-feira (14). Em nota, o Exército informa que avalia a dimensão do ocorrido. Ainda segundo o comunicado, foram adotadas medidas para "mitigar eventuais consequências" e que, após o encerramento da análise do problema, serão tomadas "ações técnicas e legais".

Via: Estadão 

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