Hackers testam segurança de sites da campanha de Donald Trump

Segundo a empresa de segurança cibernética Cloudflare, ataques às páginas em questão aumentaram significativamente nos últimos meses, indicando um preparo a uma invasão ainda maior

Da Redação, editado por Fabiana Rolfini 02/09/2020 14h24
Donald Trump
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Quase dois meses antes das eleições presidenciais nos EUA, marcadas para o dia 3 de novembro, hackers foram flagrados se preparando para invadir sites de negócios offline e páginas da campanha do atual presidente americano, Donald Trump


O rastreio dos criminoso foi feito pela empresa de segurança cibernética Cloudflare, que trabalha para a campanha de Trump. E-mails internos da companhia foram analisados pela Reuters, que apurou as correspondências enviadas até gerentes da entidade, incluindo o CEO Matthew Prince. 

De acordo com os e-mails, os números (não informados) e a gravidade dos ataques aos sites relacionados ao presidente dos EUA aumentaram nos dois últimos meses, alcançando um pico em junho. Com isso, foi possível notar uma tendência de aumento conforme se aproximam as eleições presidenciais, fato confirmado pela Cloudflare.

“Vimos um aumento nos ataques cibernéticos contra candidatos políticos. Continuaremos a trabalhar para garantir que esses ataques não atrapalhem eleições livres e justas”, declarou a empresa, em nota. 

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Hackers se prepararam para invadir sites de negócios offline e páginas da campanha do atual presidente americano. Crédito: Soumil Kumar/Pixabay 

O que se sabe sobre os ataques

A Cloudfire é especialmente acionada para combater os chamados "ataques de negação de serviço" (da sigla em inglês, DDoS). Nesse tipo de invasão agressiva, os recursos de um sistema são sabotados a ponto de ficarem indisponíveis para os seus utilizadores. Isso pode ser feito por criminosos especializados ou até por pessoas comuns com conhecimentos tecnológicos. 

Entretanto, sete das tentativas de ataques aos sites ligados a Trump foram consideradas mais sérias do que isso, segundo a equipe de segurança que analisou os episódios. Os hackers já conseguiram, por exemplo, interromper acessos por períodos curtos entre 15 de março e 6 de junho, de acordo com a análise. As identidades dos invasores ainda não foram reveladas. 

Por outro lado, uma porta porta-voz da Trump Organization disse que nenhum site do atual presidente dos EUA chegou a sair do ar. Ainda assim, as tentativas numerosas de invasões já revelaram que os hackers estavam na espreita, elaborando estratégias para deixar as páginas offline. 

Fonte: Reuters

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