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PF prende quatro suspeitos de hackear celular do ministro Moro

Daniel Junqueira, editado por Cesar Schaeffer 23/07/2019 17h40
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Operação em São Paulo deteve quatro pessoas suspeitas de envolvimento no ataque a smartphones de autoridades, incluindo Sérgio Moro e Deltan Dallagnol

Uma operação da Polícia Federal prendeu nesta terça-feira, 23, quatro pessoas suspeitas de envolvimento na invasão do celular de autoridades ligadas à Operação Lava-Jato, incluindo o ex-juiz e atual ministro da Justiça Sérgio Moro e o promotor Deltan Dalagnoll.


De acordo com a PF, quatro mandados de prisão temporária e sete de busca e apreensão foram executados na tarde de hoje nas cidades de São Paulo, Araraquara e Ribeirão Preto. Os mandados foram autorizados pelo juiz Vallisney de Oliveira, da 10ª Vara da Justiça Federal de Brasília.

A PF batizou a operação de "Spoofing", o que, de acordo com as autoridades, significa "falsificação tecnológica que procura enganar uma rede ou uma pessoa fazendo-a acreditar que a fonte de uma informação é confiável quando, na realidade, não é," segundo o G1.

Detalhes sobre os supostos envolvidos no ataque hacker não foram divulgados. De acordo com a Folha, os policias chegaram às quatro pessoas a partir da perícia criminal federal, que teria rastreado os sinais da invasão dos telefones. Os investigadores ainda estão colhendo informações para saber quais foram os métodos usados pelos hackers para invadir os telefones celulares.

Moro e Dallagnol não foram as únicas autoridades hackeadas - o ministro da economia, Paulo Guedes, também afirmou ter sido alvo de invasão nesta terça-feira, 23.

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