Site comercializa milhões de dados pessoais de brasileiros

Plataforma oferece cópias de documentos com fotos, selfies e dados bancários de vítimas

Victor Pinheiro, editado por Liliane Nakagawa 21/02/2020 20h30
cibercrime, hacker
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Uma investigação de uma empresa de segurança digital aponta que mais de 500 mil pacotes de dados pessoais de cidadãos brasileiros são comercializados em uma plataforma virtual divulgada em grupos no Telegram. O esquema foi revelado em artigo publicado nesta sexta-feira (21) pela Italtel Digital Security. 


De acordo com o texto, a loja virtual oferece a cópia de documentos oficiais com foto, selfies e até mesmo dados bancários das vítimas. As ofertas variam de R$ 20 e R$ 40 por item e todas as transações são realizadas em bitcoins (BTC).

A empresa chegou até o site por meio de um grupo conhecido no Telegram por divulgar plataformas de cibercrime e assuntos relacionados a fraudes e compartilhamento de dados pessoais. O anúncio da plataforma em questão, chamou a atenção de funcionários da empresa pela quantidade de informações oferecidas. 

Segundo o artigo, ao entrar no site, o usuário é exposto a uma lista com mais de 500 mil nomes. Ao escolher uma opção, a página carrega uma nova tela contendo uma cópia do documento pessoal e uma foto da vítima. As duas imagens são editadas para ocultar o conteúdo até que o usuário efetue a compra do pacote.

Após adquirir o documento, o usuário ainda pode requisitar os dados bancários da vítima, com informações sobre o banco, agência, número da conta e tipo de conta. A Italtel diz ter confirmado a existência de pelo menos 40 bancos e instituições financeiras listadas na plataforma. A loja virtual ainda possibilita que usuários filtrem a busca por documentos de acordo com uma instituição específica.

O roubo das informações pessoais configura um risco grave às vítimas, já que os dados disponíveis na plataforma podem ser utilizados para aberturas de contas em outros bancos, solicitar créditos e outras operações bancárias que exijam apenas uma versão digital do documento pessoal e uma comprovação digital, por meio da selfie. 

Além disso, os dados de contas bancárias ainda podem ser usados para a prática de phishing direcionados, uma vez que a posse das informações roubadas é um grande ativo para os golpistas atraírem as vítimas. 

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