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Alegando preocupações com a segurança, a Suécia proibiu na última terça-feira (19) o uso de equipamentos de telecomunicações das empresas Huawei e ZTE, ambas de origem chinesa, em sua rede 5G. A proibição ocorre pouco tempo antes de um leilão de espectro programado para o próximo mês.
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De acordo com a Autoridade Sueca de Correios e Telecomunicações (PTS), a decisão foi tomada após avaliações feitas pelas Forças Armadas suecas que classificaram a China como “uma das maiores ameaças contra a Suécia”.
Esse movimento era esperado, já que diversos governos europeus reforçaram os controles sobre empresas chinesas que fornecem equipamentos para redes 5G, após pressão diplomática de Washington que, recentemente, alegou que a infraestrutura dessas conexões pode ser usada por Pequim para espionagem.
No Reino Unido, por exemplo, a Huawei foi banida totalmente das redes 5G da Grã-Bretanha até 2027, tornando-se um dos primeiros países europeus a adotar essa postura.

A China foi classificada como “uma das maiores ameaças contra a Suécia”. Foto: Fit Ztudio/ Shutterstock
“A proibição deixa as operadoras de rede com menos opções e corre o risco de retardar o lançamento do 5G em mercados onde a concorrência é reduzida”, declara Ben Wood, chefe de pesquisa da CCS Insight.
Em um movimento contrário, a Ericsson, que é uma empresa sueca, assinou contrato com três grandes operadores da China para fornecer equipamentos para redes de quinta geração. Com a decisão recente, pode ser que a companhia sofra retaliações por parte do governo chinês.
“Pode ser que alguns dos fornecedores europeus vendam menos para a China daqui para a frente se os chineses estão vendendo menos para a Europa”, declara Kjell Johnsen, CEO da Tele2, uma operadora de telecomunicação sueca.
Beneficiados pela proibição
Com o movimento da Suécia, a Ericsson e a finlandesa Nokia devem ser beneficiadas, já que, de acordo com o subsecretário de Estado para assuntos econômicos dos EUA, Keith Krach, as empresas escandinavas eram as únicas que os governos europeus deveriam escolher.
Em comunicado, a PTS declara que as empresas que participarão do leilão do próximo mês devem remover os equipamentos da Huawei e ZTE das funções implementadas até 1º de janeiro de 2025.
Via: Reuters