Troca de SIM: saiba o que é e como funciona o método de fraude

Com o golpe, o criminoso pode ter acesso a contas bancárias, redes sociais e outros dados pessoais das vítimas;

Da Redação, editado por Fabiana Rolfini 15/08/2020 09h00
SIM card
A A A

Você sabia que criminosos podem acessar dados bancários e outros dados pessoais utilizando sua linha telefônica? Na chamada fraude da troca de SIM, fraudadores conseguem acessar o código de verificação que empresas, plataformas e bancos enviam para smartphones.


Esta técnica, segundo a empresa de segurança ESET, não acontece por conta de alguma falha de segurança nos dispositivos, mas sim da falta de protocolos de verificação quando uma cópia do cartão SIM é solicitada.

Como funciona a fraude?

O primeiro passo do fraudador é usar de técnicas de engenharia social, que é a habilidade de conseguir informações sobre determinada pessoa ou instituição pela persuasão. Desta forma, ele envia diversos e-mails de phishing, se passando por algum banco, por exemplo, e tenta verificar o máximo de informações pessoais da vítima.

Ele também pode enviar um link por e-mail se passando por empresas ou aplicativos reais. Quando o usuário clica no link enviado, ele é redirecionado para sites fraudulentos.

sim-card-1645646_1280.jpg
Criminosos podem acessar dados bancários e até contas de redes sociais com a troca de SIM. Crédito: Pixabay

Quando o criminoso está em posse dos dados pessoais da vítima, ele entra em contato ou até vai pessoalmente até a operadora do SIM para reclamar de perda ou dano e, então, solicita um novo número, concretizando a clonagem da linha.

Com o número clonado em mãos ele consegue fazer login em contas bancárias e, assim, fazer transferências ou até solicitar créditos no nome da vítima. Quando a operação é confirmada, o criminoso recebe as mensagens de duplo fator de autenticação no próprio SIM clonado.

Além das contas bancárias, os fraudadores também podem ter controle de contas de serviços online e redes sociais como Facebook, Instagram e TikTok.

Como se proteger?

"Para combater essa ameaça, seria necessário repensar completamente o procedimento de verificação de identidade que muitos bancos e serviços online ainda realizam”, disse o chefe do laboratório de pesquisa da ESET, Camilo Gutiérrez.

“Uma dessas medidas seria entrar em contato com a operadora e garantir que nenhuma clonagem do cartão seja realizada, a menos que solicitada pessoalmente em uma loja ou escritório com um documento que identifique o proprietário da conta”, completou.

Além disso, o usuário também pode tomar algumas precauções para se prevenir desse tipo de fraude, como ter mais cuidado ao revelar informações pessoais por e-mail, evitar usar SMS como a principal forma de autenticação com sua operadora bancária e verificar com a sua empresa de telefonia se novos cartões SIM foram gerados.

 

 

Segurança Fraude Internet Banking smartphone cibersegurança golpes sim card
Assinar newsletter
Assine nossas newsletters e receba conteúdos em primeira mão
enviando dados - aguarde...
Parabéns! Sua assinatura foi recebida com sucesso!
Atenção: Em instantes você receberá um email de confirmação da assinatura. Para efetivá-la, clique no link de confirmação que você receberá. Verifique também sua caixa de SPAM, pois por se tratar de um email automático, seu servidor de emails poderá identificar incorretamente a mensagem como não solicitada.
Compras na Internet? Para aproveitar as melhores ofertas, baixe a nova extensão do Olhar Digital. Além da garantia do melhor preço, você ainda ganha descontos em várias lojas. Clique aqui para instalar a extensão Olhar Digital Ofertas em seu navegador!

Recomendados pra você