13 previsões feitas por Bill Gates em 1999 que se tornaram realidade

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Pagar contas pela internet, dispositivos eletrônicos conectado à internet que cabem no nosso bolso, recomendações de hotéis em lugares para os quais você comprou passagem de avião e serviços de comparação de preços online são coisas comuns hoje, mas não eram em 1999. 

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Nesse ano, porém, Bill Gates lançou seu livro Business @ The Speed of Though (“Negócios na velocidade do pensamento”), no qual ele já previa todos esses desenvolvimentos da tecnologia, além de diversos outros, de maneira bastante exata.

O site Business Insider fez um levantamento de uma série de previsões feitas pelo fundador da Microsoft há 18 anos e que se tornaram realidade com uma precisão surpreendente. Você pode conferir abaixo:

1. Comparação de preços

“Serviços de comparação automática de preços serão desenvolvidos, permitindo que pessoas vejam preços em múltiplos sites, tornando muito fácil encontrar o produto mais barato em todas as indústrias”.

O que temos hoje: Serviços como Zoom e Buscapé fazem a comparação de preços, analisam o histórico de variação do valor e ainda alertam quando o custo cai a um patamar que o consumidor está disposto a pagar.

2. Dispositivos móveis

“As pessoas carregarão pequenos dispositivos que permitirão que elas se mantenham em contato e realizem suas atividades eletrônicas onde elas estiverem. Elas poderão olhar as notícias, acompanhar voos, receber informações do mercado financeiro e fazer basicamente qualquer coisa nestes dispositivos”.

O que temos hoje: smartphones já são para muitos a plataforma computacional número 1 de muitas pessoas. Apenas tarefas específicas ainda dependem de PCs para serem concluídas.

3. Pagamentos e medicina

“As pessoas pagarão suas contas, cuidarão de suas finanças e se comunicarão com seus médicos pela internet”.

O que temos hoje: A medicina não foi revolucionada com a internet, mas as tentativas estão lá. Empresas de tecnologia como a Apple têm o objetivo de concentrar os registros médicos dos usuários para facilitar o atendimento ao seu usuário. Na parte de pagamentos, no entanto, as coisas estão se movendo de forma muito mais rápida, com internet banking sendo realidade até mesmo para quem é leigo com tecnologia. Serviços como o PayPal também estão cravados na sociedade.

4. Assistentes pessoais

“Companheiros pessoais serão desenvolvidos. Eles se conectarão e sincronizarão todos os seus dispositivos de forma inteligente, não importando se eles estão na sua casa ou no trabalho. O dispositivo irá ler seus e-mails e notificações e apresentarão informações de que você precisa. Quando você for a um mercado, você pode alertá-lo das receitas que você quer preparar e ele vai gerar uma de ingredientes que você precisa comprar. Ele irá informar suas compras a todos os dispositivos que você usa e sua agenda, permitindo que eles se ajustem automaticamente ao que você está fazendo”.

O que temos hoje: Siri, Cortana e Google Now/Google Assistente com outros exemplos no horizonte, como Alexa e Bixby. Um dia estas ferramentas habitaram apenas os celulares, mas já estão migrando para estarem por toda parte, começando por caixas de som conectadas como o Google Home e o HomePod da Apple. A ideia é que as assistentes se espalharão por toda a casa.

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5. Monitoramento doméstico online

“Transmissões constantes de vídeo da sua casa serão comuns, que servirão para informar se alguém visita sua casa enquanto você não está lá”.

O que temos hoje: opções de câmeras conectadas não faltam. E para quem não quer gastar dinheiro com isso, existem aplicativos que prometem fazer isso com o seu celular, o que pode ser um fim mais digno para um smartphone antigo do que simplesmente atirá-lo para coletar poeira em uma gaveta.

6. Mídias sociais

“Sites privados para seus amigos e familiares serão comuns, permitindo conversar e planejar eventos”

O que temos hoje: é provavelmente mais fácil listar quais serviços NÃO fazem isso atualmente. O Facebook está aí para reunir amigos e parentes com a possibilidade de criação de grupos por interesses. Os grupos de família no WhatsApp também mostram como a tecnologia pode aproximar as pessoas… talvez até demais.

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7. Ofertas automáticas

“Softwares que saibam quando você agendou uma viagem e usam a informação para sugerir atividades no local de destino. Ele sugere atividades, descontos, ofertas e preços para todas as coisas de que você possa querer participar.

O que temos hoje: se você comprou uma passagem e enviou a informação para o seu Gmail, o Google faz tudo isso para você. Ele vai te lembrar da viagem com alguns dias de antecedência, sugerir lugares para ver, mostrar a cotação da moeda local. O Airbnb, que nasceu como um serviço que conecta pessoas com espaços livres a viajantes procurando opções mais acessíveis que hotéis, também sugere atividades.

8. Sites de discussão sobre esportes ao vivo

“Enquanto assiste a alguma competição esportiva na TV, serviços permitirão que você discuta o que está acontecendo ao vivo, com discussões sobre quem você acha que vai vencer”

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O que temos hoje: o Twitter como o campeão de comentários sobre eventos ao vivo. A rede social vai muito além dos esportes, no entanto, com muito burburinho gerado com outros programas, com o exemplo recente do sucesso que foi Master Chef nas redes sociais.

9. Publicidade inteligente

“Dispositivos terão anúncios inteligentes. Eles sabem suas tendências de compras, e irão mostrar anúncios com base nas suas preferências”.

O que temos hoje: Google e Facebook coletam volumes gigantescos de dados sobre as pessoas online, mesmo que elas não possuam contas nestes serviços, e usam essas informações para vender anúncios direcionados.

10. Links durante transmissões de TV ao vivo

“Transmissões televisivas incluirão links para sites relevantes e conteúdo que complemente o que você está assistindo”

O que temos hoje: De fato, transmissões e comerciais televisivos frequentemente exibem links para conteúdos online que complementam o vídeo, com links para mídias sociais ou alguma página da web.

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11. Fóruns de discussões políticas online

“Moradores de cidades ou países poderão ter discussões online sobre assuntos que os afetam, como política local, planejamento ou segurança”

O que temos hoje: talvez isso exista em excesso. Quase todos os sites de notícias possuem espaços para comentários sobre o tema. As redes sociais também se tornaram grandes polos de discussões políticas, com o Twitter e o Facebook no centro de revoluções políticas no Oriente Médio e com grande participação nas históricas manifestações de 2013 no Brasil e novamente em 2016, culminando no impeachment de Dilma Rousseff.

12. Sites baseados em interesses

“Comunidades online não serão influenciadas pela sua localização, mas pelo seu interesse”

O que temos hoje: de fato, as pessoas se reúnem muito mais por interesses em comum do que por proximidade geográfica. Comunidades enormes em torno da apreciação de filmes, seriados, livros, orientações políticas e muito mais. O Reddit talvez seja o maior exemplo, com nichos e sub-nichos divididos em subreddits, mas é possível observar esse comportamento em praticamente qualquer comunidade online; o Facebook não é diferente.

13. Gerenciamento de projeto e recrutamento

“Gerentes de projetos procurando montar uma equipe poderão ficar online, descrever o projeto e receber recomendações de pessoas disponíveis que se encaixem nos requisitos. Similarmente, pessoas procurando trabalho poderão encontrar oportunidades de emprego declarando seus interesses, necessidades e especialidades”.

O que temos hoje: sites com catálogos de freelancers existem aos montes. Nunca foi tão fácil encontrar pessoas para se juntar a algum projeto. O LinkedIn também é uma dessas ferramentas em que as pessoas que buscam apresentam suas capacidades para impressionar recrutadores. Sites de vagas de emprego também existem aos montes.

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Renato Santino

Renato Santino é redator(a) no Olhar Digital

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