Elon Musk e tenente-general John Thompson

A era dos jatos acabou, diz Elon Musk a general da Força Aérea dos EUA

Vinicius Szafran, editado por Liliane Nakagawa 03/03/2020 20h03
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Segundo o bilionário, as guerras do futuro serão baseadas em drones controlados remotamente, e não mais em aviões de combate

No futuro, os aviões de caça serão substituídos por drones controlados remotamente. Ao menos, é nisso que acredita Elon Musk, CEO da Tesla e da SpaceX. “A era dos aviões de caça já passou”, afirmou o empresário a uma sala repleta de pilotos da Força Aérea dos Estados Unidos.


A frase foi dita por Musk durante a conversa com o tenente-general da Força Aérea dos EUA, John Thompson, no Simpósio de Guerra Aérea realizado em Orlando, Flórida. "A guerra dos drones é onde o futuro estará", afirmou Musk. "Não é o que eu quero que o futuro seja - é isso que o futuro será". Boa parte dessa crença do empresário se deve aos valores: aviões de caça são extremamente caros e exigem muito treinamento.

O sistema de ataque aéreo mais caro do Pentágono, o caça F-35, desenvolvido pela Lockheed Martin, deveria ter algum concorrente. O jato custou ao governo norte-americano - e aos contribuintes - mais de um trilhão de dólares para ser desenvolvido. Ainda assim, o último teste do F-35 foi repleto de problemas, incluindo uma precisão considerada "inaceitável" para sua arma de 25 mm, algo absurdo dado o tamanho do investimento.

"O competidor deve ser um avião de combate controlado por controle remoto por um humano, mas com suas manobras aumentadas pela autonomia", escreveu Musk em resposta a um seguidor no Twitter, dizendo que o F-35 "não teria chances contra ele".

Durante o evento, Musk também alertou que os EUA correm o risco de serem ultrapassados por outras nações se não priorizar as inovações. "Isso não era um risco no passado, mas é um risco agora", afirmou o bilionário. "Não tenho dúvidas de que se os Estados Unidos não buscarem inovação no espaço ficarão em segundo na corrida espacial".

Por fim, Musk citou preocupações com a economia da China, que deve ultrapassar a dos EUA em algum tempo. "O fundamento da guerra é a economia. Se você tiver metade dos recursos da contraparte, é melhor ser realmente inovador; se não for inovador, perderá", explicou.

Via: Futurism

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