Acordo de teles evita interferência do 5G em sinal de TVs via parabólica

Operadoras de telefonia móvel não poderão ultrapassar limites da banda C, frequência utilizada pela TV aberta no interior do país

Nina Gattis, editado por Liliane Nakagawa 29/01/2020 16h25
Antena parabólica
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Emissoras de televisão e operadoras de telefonia móvel entraram em consenso para viabilizar o funcionamento da TV aberta via satélite (TVRO) sem a interferência da rede 5G. O acordo foi divulgado em nota conjunta da Abratel (Associação Brasileira de Rádio e Televisão), Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão) e SindiTelebrasil (Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia). 
 
O leilão do 5G no Brasil, que será realizado pela Anatel, prevê que as empresas detentoras da tecnologia utilizarão a frequência de 3,5 GHz com 200 MHz de capacidade. Os canais de TV via satélite que chegam aos televisores do interior do país e de outras áreas remotas utilizam a banda C, que compreende as frequências de 3,8 a 4,3 GHz, perto o suficiente para receber interferência da futura rede 5G. 
 
Para evitar que o problema aconteça, as empresas adotarão uma solução técnica: as operadoras de telefonia móvel não poderão chegar à capacidade de 100 MHz dentro da faixa entre 3,7 e 3,8 GHz com o 5G – medida chamada de “banda de guarda”.
 
Reprodução
Mesmo com a solução, há chances de que as antenas parabólicas necessitem de novos modelos de filtros LNB, equipamento utilizado para a recepção dos sinais de satélite. Se esse for o caso, as antenas continuarão sendo as mesmas, o que deve mudar é o filtro, que possivelmente será distribuído pelas operadoras de TV. 
 
Além de viabilizar o funcionamento dos dois serviços, o acordo evitará a migração para a banda Ku, alternativa que custaria cerca de R4 7,75 bilhões às empresas envolvidas. A banda se estabelece acima dos 10 GHz e demandaria satélites em posições orbitais diferentes e kits com diferentes modelos de antenas, filtros e receptores. Com a provável distribuição de novos filtros LNB, o gasto estimado é de R$ 455,7 milhões - uma economia de 94% na conta final.  
 
No decorrer dos próximos meses, o CPqD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento) realizará testes de campo para verificar os resultados obtidos após o acordo.
 
 
Via: Tecnoblog
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