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Agência dos EUA quer bloquear fusão de Facebook, WhatsApp e Instagram

Henrique Freitas, editado por Maria Lutfi 12/12/2019 20h40
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Órgão que regula as relações comerciais nos Estados Unidos considera a união dos serviços uma prática antitruste

A Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC) considera pedir aos tribunais o 'desmembramento' das redes sociais controladas pelo Facebook. O objetivo é interromper o plano do CEO da empresa, Mark Zuckerberg, de mesclar os recursos técnicos do Facebook, WhatsApp e Instagram por motivos antitruste, de acordo com o Wall Street Journal.


O plano de juntar as plataformas foi apresentado por Zuckerberg como uma maneira de facilitar as interações entre os serviços e aumentar a privacidade, com a criptografia de ponta a ponta. No entanto, a fusão dos três serviços é muito conveniente ao Facebook do ponto de vista comercial, ao dar uma abertura para que a empresa aumente a interdependência entre as plataformas e impossibilite sua divisão.

A FTC e o Departamento de Justiça já estão investigando o Facebook como parte de uma ação federal mais ampla de práticas anticompetitivas de grandes empresas, como Google, Apple e Amazon. No início deste ano, a companhia recebeu uma multa de US$ 5 bilhões por violações anteriores à privacidade dos usuários. A investigação mais recente pode prejudicar o Facebook com muito mais força, atacando as aquisições do Instagram e WhatsApp.

De acordo com o WSJ, fontes declaram que há um debate interno na FTC sobre a possibilidade de solicitar uma ordem judicial impedindo o progresso da fusão dos três serviços. A medida exigiria a aprovação da maioria dos comissários da FTC, além de exigir que a agência mova uma ação federal. Isso também indica que o órgão está se inclinando para ações mais "pesadas" desta vez.

Pouco depois disso, as ações do Facebook sofreram um impacto de queda de cerca de 3%, passando de US$ 201 por ação para US$ 196. A flutuação das ações de curto prazo estão longe de ser um indicador confiável das fortunas de longa data de qualquer empresa. Há um ano, suas ações eram de US$ 144,50 e subiram apesar da série interminável de crises da empresa.

Fonte: Gizmodo

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