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Amazon vence Brasil e outros países na briga pelo domínio '.amazon'

Bruna Lima, editado por Renato Santino 21/05/2019 14h30
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Após polêmica, a empresa de e-commerce agora recebe o direito de ter endereço que terminam com '.amazon'

A Amazon está a caminho de administrar seu próprio domínio on-line. O responsável pelos endereços da Internet concedeu o domínio ".amazon" à gigante do e-commerce. Depois de esperar por anos pelo marco, e enfrentar uma aliança de países sul-americanos para resolver sua batalha pelo direito a endereços que terminam com seu nome, a Corporação para Atribuição de Nomes e Números na Internet (ICANN) concedeu o desejo da varejista.


Em 2012, a Amazon solicitou ".amazon" e outras duas versões internacionalizadas do nome. O Brasil e vários outros países notificaram a empresa norte-americana de que se opunham à ideia. "Devido à sua relação semântica inseparável com a floresta amazônica, esse domínio não deveria ser, de forma alguma, o monopólio de uma empresa", argumentou o Ministério de Relações Exteriores do Brasil em seu site.

De acordo com o Financial Times, a Amazon defendeu que os países-membros da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) não terão o direito de vetar nomes específicos, já que lhes daria "autoridade sobre decisões globais de nomeação dos novos produtos e serviços da Amazon ainda não lançados".

A ICANN disse ter analisado as preocupações de todos os envolvidos e paralisou o pedido da empresa para o domínio na esperança de que a empresa de internet e os países membros da OTCA elaborassem uma solução. Por enquanto a decisão final do grupo é a de aprovação, mas ela ficará pendente durante um período de 30 dias para comentários públicos.

A Corporação responsável pelos nomes ainda ressaltou na semana passada que "continua esperançosa de que um tempo adicional possa levar a uma solução mutuamente aceitável em relação a esses pedidos. No entanto, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil disse temer que a decisão da ICANN não tenha levado suficientemente em conta os interesses dos governos sul-americanos envolvidos e prejudicado os direitos dos Estados soberanos. 

Via: RFI

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