Terapia genética

Anvisa aprova normas para terapias com alteração no DNA no país

Guilherme Preta, editado por Fabiana Rolfini 19/02/2020 10h00
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Nova regulamentação inclui terapias que podem revolucionar o tratamento de doenças genéticas

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou na última terça-feira (18) as regras regulatórias para terapia genética e celular no Brasil. As técnicas incluem modificação do DNA para fins medicinais. Com isso, agora empresas podem buscar o registro dos medicamentos para o tratamento. Essa área da medicina é uma esperança para vítimas de doenças raras ou sem alternativas terapêuticas disponíveis.


“É uma categoria que inclui tanto produtos de terapia gênica, que vem para revolucionar o tratamento de doenças genéticas, quanto os de terapias celulares”, afirmou Renata Parca, especialista da Anvisa sobre o tema. “Podemos ter, por exemplo, uma célula que é modificada geneticamente para atacar diretamente um tumor, ou uma célula organizada para reparar um tecido lesionado”, acrescentou.

A agência já monitora oito estudos clínicos sobre o tema. Além disso, mais três estão em fase inicial e dois produtos já tiveram pedidos de registro protocolado. Para receber a autorização, as empresas farmacêuticas precisam fazer relatórios com dados sobre a segurança, qualidade e eficácia do seu medicamento. O prazo para liberação varia de 5 a 15 anos, dependendo do risco.

Reprodução

Foto: CNBC

A técnica de terapia genética é vista como uma forma menos invasiva que cirurgias e quimioterapias, já que não afeta células sadias. Embora a aprovação tenha sido muito comemorada pela indústria farmacêutica, o custo do tratamento ainda é um entrave.

Medicamentos para esse tipo de terapia costumam ser muito caros. A droga mais cara do mundo, por exemplo, é o Zolgensma, aprovada pela agência reguladora norte-americana e usada para atrofia muscular espinhal. A dose única custa incríveis US$ 2,125 milhões, cerca de R$ 9,28 milhões em conversão direta.

Apesar do alto custo, João Batista Silva Jr., gerente de sangue, tecidos, células e órgão da Anvisa, acredita que a aprovação abre caminho para que planos de saúde e até o SUS possam avaliar a oferta de possíveis terapias que forem registradas.

Via: Folha de S.Paulo

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