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Sony continuará vendendo celulares, mas terá foco em só quatro regiões

Beatriz Trevisan, editado por Renato Santino 22/05/2019 17h20
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Para recompensar prejuízos dos últimos anos com a queda mundial de vendas, multinacional pretende focar suas operações na Europa, China Taiwan e Japão

A divisão de smartphones da Sony, apesar dos esforços da empresa, é conhecida por não se destacar entre as líderes do mercado, como a Samsung, a Apple e a Huawei. Apesar da baixa competitividade da multinacional japonesa, que culminou na mudança de estratégia no setor e a retirada de seus produtos mobiles de regiões importantes (incluindo o Brasil), o CEO Kenichiro Yoshida vê os negócios de celulares como indispensável para o portfólio de produtos da marca.


Reportagem da Reuters informou que Yoshida reafirmou que a Sony não vai sair do mercado de smartphones tão cedo em conferência nesta quarta-feira (23) em Tokyo, Japão. Defendeu que a divisão é necessária para os negócios de hardware da empresa.

“Nós vemos smartphones como hardware para entretenimento e um componente necessário para tornar nossa marca de hardware sustentável”, disse o presidente executivo. “E as gerações mais jovens não assistem mais à TV. Seu primeiro ponto de contato é o smartphone”, acrescentou.

A persistência da companhia no mercado de smartphones é oposta às recentes medidas que tomou para recuperar a recessão de receita dos últimos anos. Depois dos resultados financeiros do ano fiscal de 2018, que terminou em março deste ano, mostrar um prejuízo de 97,1 bilhões de ienes (aproximadamente R$ 3,4 bilhões) – quatro vezes maior do que no mesmo período anterior – a Sony finalizou operações mobile em regiões como Oriente Médio, América do Sul e América Latina, incluindo o Brasil.

A empresa tem participação de menos de 1% no mercado mundial de celulares, vendendo apenas 6,5 milhões de aparelhos no ano fiscal passado, principalmente para o Japão e a Europa. Por conta disso, a multinacional revelou que pretende aumentar sua receita concentrando esforços de venda em quatro regiões: Japão, Europa, China e Taiwan. Isso não significa que a Sony cessará as operações em outros lugares, mas sim deixá-las em segundo plano.

Ainda para tornar o negócio de smartphones lucrativo no próximo ano fiscal, a Sony parou de produzir em sua fábrica em Pequim (China) e planeja cortar até metade de sua equipe de trabalho na divisão de celulares até 2020 para de reduzir gastos. As demissões podem deixar até 2 mil pessoas sem emprego.

Como outra estratégia para aumentar usuários de seus celulares, a Sony está reforçando as funções de jogos de seus smartphones de modo a aproveitar os clientes de seu bem-sucedido negócio de videogames com o PlayStation. Mais detalhes sobre as características da versão 5 do console foram relevadas em coletiva nesta terça-feira (21). 

O aparelho suportará gráficos em 8K, áudio 3D, armazenamento SSD, compatibilidade retroativa com os títulos existentes do PlayStation 4 e carregamento rápido de jogos, carregando um game complexo em um segundo.

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