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Apple remove apps de controle parental de sua loja por supostas violações. Mas desenvolvedores rebatem

Luiz Nogueira, editado por Rui Maciel 30/04/2019 10h27
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A empresa alegou que os aplicativos foram removidos por violarem alguns termos da empresa. No entanto, desenvolvedores acusam a Apple de querer monopolizar o setor.

A Apple implementou diversas mudanças em seu aplicativo de controle de tempo de tela. Esse app é usado, principalmente, por pais que querem controlar o tempo que seus filhos passam usando o smartphone, além de conseguir controlar o que eles acessam. Existem algumas alternativas para essas funções, e elas se encontravam disponíveis na App Store até um tempo atrás. Ou, melhor dizendo, pelo menos até a Apple resolver removê-los completamente ou solicitar que eles fossem modificados.


Em uma reportagem do The New York Times, o jornal apurou que a Apple “removeu ou restringiu o uso de pelo menos 11 dos 17 aplicativos de controle de tempo de tela e controle paretal mais baixados”.

A matéria ainda aponta que o aplicativo Screen Time, da própria Apple, tem algumas desvantagens em relação a alternativas de terceiros, já que oferece aos usuários um número menor de maneiras de impedir que as crianças acessem aplicativos indesejados, tenham acesso a informações importantes e que visitem qualquer site da internet.

O NYT apresenta entrevistas com desenvolvedores que descobriram que seus aplicativos foram retirados da loja de forma abrupta, e que alegaram ter recebido informações pouco claras sobre as alterações que deveriam ser realizadas. Em muitos casos, a retirada do software da loja afeta diretamente os ganhos dos desenvolvedores. Como é o caso de Amir Moussavian, CEO da OurPact, que disse que 80% de sua receita vem da App Store.

Por sua vez, a Apple sustenta que os aplicativos violaram suas regras, que dizem que um software não pode usar uma tecnologia chamada Mobile Device Management (Gerenciamento de dispositivo móvel), ou MDM. Esse recurso permite que uma única pessoa possa controlar tudo que é acessado em um dispositivo. Geralmente, ele é usado por empresas em aparelhos corporativos, para limitar seu uso, e que esse recurso não pode ser usado em um smartphone doméstico.

No início desta semana, desenvolvedores de dois aplicativos, o Kidslox e Qustodio, entraram com uma ação antitruste contra a Apple na União Europeia. No mês passado, a Kaspersky Lab também entrou com uma queixa após seu aplicativo de gerenciamento de tempo também ser removido da App Store. Todas essas empresas destacam o fato de que a Apple quer monopolizar o uso desse tipo de controle, para que seus usuários passem a usar apenas o que é fornecido pela empresa.

VIA: The New York Times

 

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