737 MAX United

Boeing encontrou novo bug no software do 737 Max

Renato Mota 06/02/2020 17h02
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Uma luz indicadora de mau funcionamento do sistema que ajuda a estabilizar o avião estava acendendo quando não deveria. Novo obstáculo pode atrasar a volta da aeronave ao serviço

A Boeing descobriu um novo problema de software na aeronave 737 Max, mas a empresa disse que a falha não atrasará o objetivo de retornar o serviço do avião em meados de 2020.


O bug foi identificado no mês passado, durante testes, e uma notificação foi enviada para a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA). Uma luz indicadora, projetada para alertar sobre um mau funcionamento de um sistema que ajuda a levantar e abaixar o nariz do avião, estava acendendo quando não deveria, comunicou a empresa.

"Estamos incorporando uma alteração no software 737 Max antes da frota retornar ao serviço para garantir que essa luz indicadora acenda apenas como pretendido", afirma a notificação oficial.

No início do ano, durante uma auditoria interna de segurança como parte do processo de re-certificação do 737 Max, a Boeing encontrou problemas na fiação da aeronave. Dois grupos de fios, que transportam sinais de controle para as superfícies na cauda do avião, estão muito próximos e poderiam sofrer curto-circuito, o que poderia levar à queda do jato caso os pilotos não consigam reagir corretamente.

A soma de problemas complica os esforços da Boeing em retornar o 737 Max para serviço ainda este ano. O chefe da FAA, Steve Dickson, disse que um voo de certificação para o jato poderia ocorrer nas próximas semanas - um passo regulatório essencial para permitir que a aeronave comece a voar novamente. Dickson confirmou que a FAA está avaliando o último problema de software.

O 737 Max está impedido de voar em todo o mundo desde meados de março de 2019, após acidentes com aviões da Lion Air e Ethiopian Airlines que, juntos, vitimaram 346 pessoas. Em dezembro, a Boeing anunciou a decisão de suspender a produção do modelo, citando um estoque de mais de 400 aeronaves e um foco em atender aos pedidos já realizados.

No mesmo mês, a empresa demitiu seu presidente, Dennis Muilenburg, que comandava a Boeing desde 2015 e onde era funcionário desde 1985. Questionado sobre uma data provável para o retorno ao serviço do Max, Dickson disse que não se deve falar sobre prazos. “A Boeing precisa se concentrar em fazer envios completos e de qualidade em suas correções para o avião”, disse ele.

Via: Bloomberg

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