Boeing promete consertar falha no 737 NG após recomendações do NTSB

Depois da falha nos motores, empresa terá de consertar problema em mais de sete mil modelos 737 NG

Fabrício Filho, editado por Maria Lutfi 19/11/2019 17h11
Boeing vai consertar 737 NG após recomendações do NTSB
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O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos EUA (NTSB) recomendou nesta terça-feira que o Boeing 737 Next Generation seja redesenhado para evitar outra tragédia como a que aconteceu no ano passado. O incidente fatal ocorreu devido a uma falha na parte do motor do avião durante um voo. A empresa afirmou total foco para corrigir o erro. 


Com a recomendação, mais de 7 mil aviões 737 NG podem ser afetados, pois precisariam que a entrada dos motores fosse reprojetada para conter peças que se soltam em casos de falha. "Essas recomendações mostram o caminho para uma segurança maior, mesmo quando ocorre um evento de fan-blade-out", afirmou Robert Sumwalt, presidente do NTSB. 

A Boeing comunicou por e-mail que visa introduzir as melhorias requisitadas na parte do motor que não suporta uma lâmina de ventilador quebrada. "A Boeing está comprometida em trabalhar em estreita colaboração com a FAA, os fabricantes de motores e as partes interessadas do setor para implementar melhorias que atendam às recomendações de segurança do NTSB", diz o comunicado. 

O modelo Next Generation é um antecessor do 737 Max, autor de outros dois acidentes fatais ocorridos no ano passado. A falha do NG ocorreu com uma pá do ventilador de um motor fabricado pela CFM International, que quebrou e fez uma mulher ser sugada pelo jato do avião. Após as declarações do conselho, as ações da Boeing caíram menos de 1%, para US$ 367,41, às 13h50. 

A CFM, joint venture entre a General Eletric Co. e a francesa Safran SA, disse que desenvolveu o design do motor em colaboração com a Boeing e pretende adotar quaisquer medidas adicionais de segurança. "Continuaremos a cumprir rigorosamente os requisitos regulamentares, incluindo quaisquer alterações que possam ser adotadas como resultado das recomendações do NTSB", informou a empresa. 

A companhia responsável realizou simulações com as pás em 2018 e não encontrou nenhum problema similar ao ocorrido, de acordo com o NTSB. "É necessário que os motores sejam envoltos em uma luva blindada para impedir que detritos causados por uma falha atinjam o avião. Tais falhas não foram previstas durante a certificação de testes", disse o conselho. 

O incidente do 737-700 ocorreu pouco depois das 11h, no dia 17 de abril de 2018, em um avião que saiu de Nova Iorque e tinha como destino Dallas. A lâmina do ventilador fraturado iniciou uma reação em cadeia que levou um pedaço de metal a sair do motor a jato, quebrar uma janela do avião e provocar uma descompressão explosiva. O ar saindo a cerca de 32.500 pés sugou uma mulher de 43 anos, que acabou falecendo apesar das tentativas dos outros tripulantes de salvá-la. 

Via: Bloomberg

 

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