Campanha diz que apps como Tinder aumentam casos de DST

Em Los Angeles, um grupo de combate à AIDS iniciou uma campanha que faz ligação direta entre aplicativos de paquera e as doenças sexualmente transmissíveis.

A cidade americana está sendo tomada por outdoors em que se vê a silhueta de casais formados pelos personagens "Tinder e clamídia" ou "Grindr e gonorréia".

Reprodução

Como a campanha cita não só o nome, mas também o logo dos aplicativos, ambas as empresas se irritaram. O Tinder enviou uma carta à AIDS Healthcare Foundation exigindo que ela interrompa o trabalho, e o o Grindr também entrou em contato com a entidade responsável pela ação.

Só que a fundação pretende ir ainda mais longe, com mais uma dúzia de outdoors e pelo menos 45 anúncios em ônibus. “Se eles tivessem feito pesquisas eles saberiam que não somos pessoas que se intimidam facilmente”, afirmou o presidente da AHF, Michael Weinstein, ao Mashable.

“Não somos contra esses aplicativos - não estamos tentando tirá-los do ar”, ressaltou o executivo. “Mas a realidade da questão é que existe uma conexão entre esses sites de paquera e um aumento que temos visto nos casos de DST.”

Em seu site, a entidade mostra que não está sozinha ao citar outros artigos que fazem essa ligação. Mais de um estudo é usado como justificativa para a campanha.

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