Câncer maligno é descoberto pela primeira vez em osso de dinossauro

Pesquisadores fizeram a descoberta ao visitar um museu de paleontologia no Canadá; animal em questão viveu há 76 milhões de anos

Guilherme Preta, editado por Fabiana Rolfini 05/08/2020 13h25
Dinossauro com câncer ósseo
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Em uma simples visita ao Museu de Paleontologia Royal Tyrrell, no Canadá, um paleontologista, um patologista médico e um cirurgião ortopédico descobriram o primeiro caso de tumor ósseo maligno em um dinossauro. O “paciente” em questão era um Centrosaurus apertus, um herbívoro que viveu há cerca de 76 milhões de anos.


A primeira impressão da lesão era de que seria uma fratura mal cicatrizada na fíbula. Porém, após a visita da equipe, foi constatado um osteossarcoma, o tipo mais comum de câncer ósseo em humanos. Esta, porém, foi a primeira vez que o diagnóstico de tumor maligno foi dado a um dinossauro. “Aqui, mostramos a inconfundível assinatura de câncer ósseo avançado em um dinossauro de 76 milhões de anos – o primeiro de seu tipo”, afirmou o patologista Mark Crowther.

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Imagem mostra câncer ósseo na fíbula de dinossauro. Foto: Royal Ontario Museum/McMaster University

A descoberta é impressionante porque tecidos moles, como tumores, tendões e a medula óssea, raramente se preservam por tanto tempo. Apesar da possibilidade de os dinossauros serem vítimas de câncer regularmente, amostras são extremamente difíceis de se encontrar.

Esta, porém, não foi o primeiro sinal da doença encontrada nos animais pré-históricos. Lesões incomuns nas vértebras da cauda de um hadrossauro se assemelhavam com um complexo câncer conhecido como histiocitose das células de Langerhans.

Câncer agressivo

No caso do câncer detectado no osso do herbívoro, a doença parece estar tão avançada que deve ter se espalhado para outras partes do dinossauro. Porém, como não há amostras desse tecido, é impossível garantir isso. “O osso da canela mostra um câncer agressivo em estágio avançado”, destacou o paleontologista David Evans.

Apesar disso, os pesquisadores acreditam que a doença não tenha sido a causa da morte do animal, mesmo que indiretamente. “O fato de o dinossauro ter vivido em um grande rebanho pode ter permitido que ele sobrevivesse por mais tempo o que normalmente faria com uma doença tão devastadora”, destacou Evans. Pelo fóssil ter sido encontrado em um leito maciço de ossos, eles acreditam que a causa da morte possa ter sido uma repentina inundação.

Por fim, e equipe afirma que a descoberta pode ser “evidência de que malignidades, incluindo câncer ósseo, estão profundamente enraizadas na história evolutiva dos organismos.

Via: Science Alert

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