Cérebro artificial

Cientistas conectam cérebros humanos em uma rede

Rafael Rigues 31/10/2019 10h01
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Pesquisadores interligaram três participantes em um jogo de "Tetris" onde apenas dois deles viam a tela do jogo, mas um terceiro tinha o poder de decidir o que fazer

Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Washington e da Universidade Carnegie Mellon, nos EUA, demonstrou pela primeira vez um sistema capaz de conectar diretamente três cérebros humanos em uma rede, que foi batizada de “BrainNet”.


Segundo os pesquisadores, esta é a primeira interface não invasiva conectando diretamente cérebros para solução colaborativa de problemas. Para isso são combinadas técnicas de eletroencefalografia (EEG), para gravar, e estimulação magnética transcraniana (TMS) para enviar, informações de forma não invasiva.

No total 15 participantes foram divididos em grupos de 3 individuos, que participavam de um jogo similar ao Tetris: o objetivo era rotacionar e mover blocos na tela para preencher linhas e fazê-las desaparecer. Dois participantes, batizados de emissores, viam a tela do jogo e decidiam se era necessário ou não rotacionar um bloco. Estes sinais de “sim” ou “não” eram enviados via internet a um terceiro participante, o receptor, que não via a tela do jogo mas tinha o poder de decidir o que fazer.

O desempenho do grupo no jogo, bem como as taxas falsos positivos e negativos nas decisões, foram avaliados pelos cientistas, que chegaram à conclusão de que a precisão geral foi de 81,25%. Para avaliar a confiabilidade do sistema eles injetaram “ruído” na comunicação entre um dos emissores e o receptor, na expectativa de influenciar os resultados. E perceberam que o receptor aprendeu a levar em conta o ruído antes de tomar uma decisão, preferindo o emissor mais confiável.

Segundo os pesquisadores, os resultados apontam um caminho para a criação de futuras interfaces cérebro-a-cérebro que possibilitem aos humanos resolver problemas usando uma “rede social” de cérebros conectados. Talvez no futuro todos seremos um pouco como os Borg, de Star Trek.

Fonte: Nature

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