Baía de Hudson

Cientistas descobrem extinção pior que a dos dinossauros

Fabrício Filho, editado por Rafael Rigues 03/09/2019 10h49
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Evento ocorreu há aproximadamente 2,05 bilhões de anos e acometeu microrganismos que dominavam a Terra

Durante toda sua história, a Terra passou por períodos de extinção em massa, alguns, inclusive, comentados até hoje, como é o caso da extinção dos dinossauros. O desaparecimento dos répteis gigantes no planeta foi até agora uma das maiores extinções em massa já comprovadas, mas uma nova descoberta de cientistas norte-americanos mostra que houve uma extinção em massa no planeta, há cerca de 2,05 bilhões de anos, muito maior que a dos dinossauros. Os infortunados da vez foram os microrganismos. 


O estudo foi conduzido pela Universidade de Stanford e publicado no Proceedings of the National Academy of Science. Por não se tratar de vida complexa, os cientistas não puderam contar com fósseis para realizar o estudo. No entanto, a aniquilação dos micróbios foi analisada através de uma "assinatura" identificada em minerais de sulfato de bário (baritas), recolhidos na Baía de Hudson, no Canadá.

“Ao que tudo indica, mesmo quando a biologia da Terra era completamente composta por micróbios, pode ter havido um grande evento de extinção que não se encontra em registros fósseis”, disse Malcom Hodgskiss, coautor do estudo. "O fato de que essa assinatura geoquímica foi preservada é algo surpreendente. O mais incomum dessas baritas é que elas realmente possuem uma história muito complexa", afirmou Hodgskiss. 

Essas amostras revelam que a Terra passou por grandes mudanças em sua biosfera ao longo dos anos e a enorme queda no número de vida microbiana pode estar completamente ligada ao declínio dos níveis de oxigênio na biosfera. 

Essa relação entre a proliferação da vida e o oxigênio atmosférico deu aos pesquisadores novas evidências sobre a teoria do “excesso de oxigênio”. Segundo a teoria, a fotossíntese de microrganismos antigos e o desgaste das rochas criaram uma quantidade enorme de oxigênio na atmosfera, que mais tarde diminuiu. Dessa forma, organismos emissores de oxigênio esgotaram seu suprimento de nutrientes no oceano e começaram a desaparecer. 

A situação contrasta com a atmosfera estável que conhecemos hoje na Terra, onde o oxigênio criado e consumido encontra-se em equilíbrio. As medições dos pesquisadores de isótopos de oxigênio, enxofre e bário na barita apoiam a teoria do excesso de oxigênio. Segundo Peter Crockford, coautor do estudo, essas estimativas sobre os níveis do oxigênio melhoram a compreensão da composição da nossa atmosfera.  

Fonte: Stanford News

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