Clonagem de WhatsApp já fez mais de 3 milhões de vítimas em 2020

Somente em julho, 340 mil pessoas tiveram a conta do mensageiro clonada

Luiz Nogueira 12/08/2020 16h05
Uso de celular
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De acordo com um levantamento feito pelo dfndr lab, laboratório especializado em segurança digital, desde janeiro, mais de três milhões de pessoas foram vítimas de um esquema que realiza a clonagem do WhatsApp.


Apesar disso, o mês de julho registra a menor média de golpes do tipo, 340 mil vítimas – o número mais baixo contabilizado desde o começo do ano. Mesmo assim, os problemas envolvendo cibersegurança crescem constantemente. 

Para evitar isso, Emilio Simoni, diretor do dfndr lab, alerta que a melhor maneira de se proteger é aliando educação à tecnologia: "A popularidade que este tema ganhou nos últimos tempos ajudou na conscientização e certamente contribuiu para a diminuição no número de vítimas em julho. Mas ainda não é o suficiente para o combate efetivo ao golpe, os criminosos estão sempre criando maneiras para atrair e enganar vítimas, por isso é necessário ter sempre uma solução de segurança instalada em seu dispositivo".

O levantamento ainda indica que 40 mil links maliciosos foram descobertos em julho e projeta que cerca de 5.8 milhões de brasileiros foram vítimas da prática. Os golpes mais utilizados são os que exibem notificações no navegador do usuário – as chamadas "notificação push".

Reprodução

Somente em julho, 340 mil pessoas tiveram seu WhatsApp clonado. Foto: iStock/ViewApart

"A estratégia dos criminosos é induzir a vítima a clicar em um link malicioso, geralmente compartilhado através de redes sociais ou WhatsApp, com a promessa de acesso a um conteúdo específico. A página falsa, então, solicita a permissão para o envio de notificações. Ao conceder a permissão, a vítima permite que o cibercriminoso enviar a ela anúncios, que geram lucro aos atacantes através de visualizações, e também acaba permitindo o recebimento de novos golpes", diz Simoni.

Como se proteger?

Em primeiro lugar, sempre utilize soluções de segurança no celular. Elas são fundamentais para proteger o dispositivo contra ameaças digitais e ajudam a identificar conteúdo potencialmente perigoso.

A autenticação de dois fatores do WhatsApp também sempre deve estar ativa. O recurso aumenta a segurança da conta e pode ser crucial para evitar a clonagem – desde que o código de segurança recebido por SMS não seja informado aos criminosos.

Sempre desconfie de links recebidos pelo mensageiro. Descontos muito grandes, promessa de brindes e notícias sensacionalistas são as principais abordagens adotadas pelos cibercriminosos na hora de tentar roubar a conta dos usuários. Por fim, se tiver dúvida se um link recebido é real, o melhor a se fazer é não clicar nele. 

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