Cometa interestelar Borisov

Cometa interestelar teria composição igual a corpos do sistema solar

Henrique Freitas, editado por Rafael Rigues 17/09/2019 16h37
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Astrônomos investigam origem do Borisov, corpo celeste avistado em agosto, e procuram por semelhanças com cometas do nosso sistema

Pela primeira vez, um cometa de origem interestelar foi avistado no sistema solar. O astrônomo ucraniano amador Gennady Borisov foi o primeiro a identificar o corpo celeste, que recebeu o seu nome: C/2019 Q4 (Borisov). Agora, os cientistas estão investigando as semelhanças deste cometa com os que temos aqui, e é possível que eles sejam feitos do mesmo material.


Astrônomos do Instituto de Astrofísica das Canárias (IAC) conseguiram analisá-lo mais de perto com um telescópio no Observatório Roque de los Muchachos. Eles registraram imagens mais detalhadas do cometa na semana passada e encontraram muitas características intrigantes. "O espectro desse objeto é semelhante ao dos cometas do sistema solar e isso indica que sua composição também deve ser parecida", afirma Julia de León, do IAC.

Os astrônomos examinaram a cauda do cometa para ajudar a determinar sua composição. Os cometas são geralmente feitos de gelo e poeira cósmica, embora não esteja claro o local de formação deste corpo celeste. Assim, se o Borisov for composto por materiais semelhantes, isso sugere que o seu sistema natal tem muito em comum com o nosso.

Astrônomos do Observatório Gemini, no Havaí (EUA), também capturaram a primeira imagem multicolorida do cometa e esperam conseguir capturar imagens melhores à medida que o Borisov se aproxima de nós, o que deve acontecer nos próximos meses. Veja o seu percurso neste GIF do JPL/Nasa:

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Sabe-se que o cometa viaja em direção ao Sol em alta velocidade, em trajetória hiperbólica. De acordo com astrônomos, ele deve alcançar seu ponto mais próximo do Sol em dezembro – o equivalente a duas vezes a distância entre a Terra e a estrela. Depois disso, ele seguirá para o espaço interestelar, mas os cientistas esperam ter pelo menos um ano para observá-lo.

Fonte: Digital Trends

Astronomia Terra espaço Sol Sistema Solar
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