Companhia aérea da Itapemirim começará a voar com 10 Airbus 320

Empresa iniciará em breve o processo de seleção de 600 funcionários, entre eles 170 pilotos e 300 comissários

Rafael Rigues 20/08/2020 09h08
Aviao da Itapemirim
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A ITA Transportes Aéreos, nova companhia aérea nacional que está sendo criada pelo grupo Itapemirim, vai iniciar suas operações em 2021 usando o Airbus 320. Segundo o CEO da empresa, Tiago Senna, a carta de intenção para o leasing das aeronaves (LOI) já foi assinada.


“Temos alguns aviões na Europa e um par de aviões na Índia. A Índia está fechada, está em lockdown, então estes estão complicados de buscar”, afirmou o CEO em entrevista ao canal ASA Aviation no YouTube. Já as aeronaves na Europa serão trazidas após estarem pintadas e terem sua configuração interior definida.

Os aviões serão pintados de amarelo, cor tradicional dos ônibus do grupo, com cauda preta e a logo do grupo. As bases de operação iniciais serão nos aeroportos de Guarulhos (SP), Galeão (RJ) e Brasília. Inicialmente a empresa focará em voos entre as capitais.

Segundo o executivo a escolha por aviões da Airbus, e não da Brasileira Embraer, foi feita devido a planos para expansão futura, bem como ganhos em eficiência operacional com a padronização da frota: "Toda empresa pensa em crescer e já foi demonstrado no mundo inteiro que frota única é rentável e muito mais fácil de lidar. Então, se estou trabalhando com uma frota única de Airbus e se começarmos a ter uma demanda maior de mercado que justifique um avião maior, consigo crescer na linha Airbus em número de assentos, o que não me acontece com a linha Embraer", disse.

A empresa espera contratar inicialmente 600 funcionários, entre eles 170 pilotos e 300 comissários. O domínio do idioma inglês será um requisito obrigatório para todas as vagas. O processo de seleção deve começar em breve, e será anunciado nas redes sociais da empresa.

O mercado de aviação no Brasil passa por um momento conturbado, com a falência da Avianca Brasil e a demissão de 2,7 mil funcionários da Latam, devido à crise no setor causado pela pandemia de Covid-19. Senna avalia que o momento hoje não é de competição acirrada, o que facilita a entrada de um novo competidor no mercado. “Todos estão tentando se segurar”, afirmou em declaração à Folha de São Paulo.

Fonte: Aeroin

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