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O presidente-executivo da Pfizer, Albert Bourla, disse nesta terça-feira (27) ainda não tem dados da fase final do ensaio da vacina da Covid-19 que está desenvolvendo em parceria com a BioNTech. De acordo com o executivo, mesmo que ela seja aprovada, levaria pelo menos uma semana para que um anúncio oficial fosse feito ao público.
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Essa declaração, feita em uma teleconferência com acionistas da empresa, pode representar um golpe na campanha para reeleição do presidente norte-americano Donald Trump – que havia prometido uma vacina para os Estados Unidos antes do dia da votação, 3 de novembro. A Pfizer disse que ainda não houve infecções suficientes no teste de 44 mil voluntários para iniciar uma análise sobre se a vacina funciona ou não.
“Em caso de uma leitura conclusiva, positiva ou negativa, informaremos o público assim que concluirmos o trabalho administrativo necessário, que estimamos ser concluído em uma semana a partir do momento em que soubermos”, disse Bourla, que por semanas aventou a possibilidade de divulgar os resultados iniciais da vacina contra o coronavírus ainda em outubro.

Albert Bourla, presidente e diretor executivo da Pfizer. Imagem: Pfizer/Divulgação
A Pfizer é uma das quatro empresas com grandes ensaios clínicos em estágio final em andamento nos EUA. “Sejamos muito pacientes – eu sei o quanto os níveis de estresse estão crescendo”, disse Bourla. “Eu sei o quanto a vacina é necessária para o mundo”, comentou o executivo, garantindo que a questão política não é um dos motivadores da companhia. “Esta não é uma vacina republicana ou democrata”, completou.
O protocolo do estudo da vacina permite uma análise inicial dos resultados depois que pelo menos 32 pessoas em cada um dos grupos estudados (entre os que receberam a dose e o placebo) desenvolveram o Covid-19. Se mais de 26 dessas pessoas estiverem no grupo de placebo, a vacina é considerada provavelmente eficaz. Porém, o número ainda não foi atingido.
E mesmo que a Pfizer obtenha os resultados iniciais dos testes, diretrizes da Food and Drug Administration (FDA, a “Anvisa” dos EUA) determinam que os desenvolvedores da vacina entreguem os dados de segurança por pelo menos dois meses depois que metade dos participantes do estudo tenham recebido a segunda dose. De acordo com a Pfizer, esse estágio não acontecerá antes da terceira semana de novembro.
Via: New York Times/Reuters