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CSI à brasileira: biometria recupera digital de cadáver

Sofia Aureli, editado por Maria Lutfi 03/12/2019 14h05
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Criado por uma empresa nacional, o software conseguiu identificar um corpo que já estava decomposto

Em novembro deste ano, um corpo em decomposição foi encontrado no município do Chapéu, na Bahia. Devido ao longo tempo de exposição, o cadáver estava em um estágio esqueletizado e sua identificação tinha pouca chance de ser concluída. Porém, Wênniton Menezes de Sousa, o perito responsável, conseguiu reconhecer o corpo usando o software da empresa brasileira Griaule, que realizou a leitura biométrica de um tecido necrosado regenerado.


Para que a digital fosse lida no programa, Souza realizou um exame complexo chamado necropapiloscópico. Para o processo, é necessário dissecar a pele que recobre os dedos do cadáver e reidratar este material para a regeneração das “papilas dérmicas” para, só então, molhar de tinta a impressão recuperada e analisa-la no software. Pelo estado do corpo, a investigação corria o risco de não ser concluída com êxito sem o auxílio do programa, uma vez que quanto menor e mais danificado o vestígio coletado, mais difícil é a identificação sem o uso de computadores.

A tecnologia da empresa brasileira é referência mundial e é utilizada pelo Departamento Federal de Investigação (FBI), Departamento de Defesa dos Estados Unidos e até mesmo por órgãos nacionais, como o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Porém, no caso da Bahia, o programa realizou um feito inusitado ao reconhecer as digitais do tecido necrosado.

De acordo com o diretor de negócios da Griaule, João Weber, “a tecnologia é utilizada para a resolução de diversos casos onde há a necessidade de identificação biométrica no decorrer de uma investigação”. Em outras palavras, ela pode ser usada para identificar um corpo, um suspeito, o vestígio de uma impressão encontrada na cena do crime e outros elementos à lá CSI.

A leitura da digital ocorre como a maioria dos softwares de reconhecimento biométrico, que buscam pontos característicos que distinguem a digital e a tornam única, comparando o resultado obtido com algum banco de dados. No caso comandado por Souza, foi usado o Instituto de Identificação Pedro de Mello (IIPM) da Bahia para comparar os resultados e conseguir identificar o corpo do homem, que estava desaparecido há 40 dias.

 

Via: Veja

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