Derretimento de calotas polares fará nível do mar subir 38 cm até 2100

Resultado do efeito estufa pode ser catastrófico a longo prazo

Vinicius Szafran, editado por Daniel Junqueira 21/09/2020 19h22
Antártica
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De acordo com um novo estudo, se os humanos continuarem emitindo gases de efeito estufa no ritmo atual, o nível global do mar pode subir mais de 38 centímetros até 2100.


Os gases de efeito estufa, como dióxido de carbono, contribuem significativamente para as mudanças climáticas e para o aquecimento do planeta, e são emitidos principalmente pela atividade humana. Conforme a Terra esquenta, as camadas de gelo na Antártica e na Groenlândia derretem. Uma nova pesquisa realizada por uma equipe internacional de mais de 60 cientistas especializados em gelo, oceanos e atmosfera estima o quanto esses mantos de gelo contribuirão para aumentar os níveis do mar.

Segundo a pesquisa, se os níveis de emissão de gases do efeito estufa continuar no mesmo ritmo que vemos atualmente, o derretimento das camadas de gelo da Groenlândia e Antártica aumentarão em 28 centímetros o nível do mar. Este novo estudo, publicado na revista The Cryosphere, faz parte do Projeto de Intercomparação do Modelo de Manto de Gelo (ISMIP6).

A equipe projetou o crescimento do nível dos oceanos entre 2015 e 2100, explorando uma variedade de cenários com diferentes emissões de carbono. Segundo eles, com altas emissões estendendo-se por todo esse período, o derretimento da Groenlândia contribuirá com 9 cm de água a mais nos oceanos. Com emissões menores, esse número cai para 3 cm.

Reprodução

Emissão de gases do efeito estufa pode aumentar o nível do mar em quase 40 cm. Imagem: elmvilla/iStock

O derretimento no polo sul é mais difícil de prever; embora as plataformas de gelo continuem a erodir no lado ocidental da Antártica, o leste do continente pode ganhar massa devido ao aumento da neve. Por isso, a variação detectada pela equipe foi muito maior. Segundo os pesquisadores, o derretimento do gelo da Antártica aumentaria em 30 cm o nível do mar, sendo 18 cm apenas na parte ocidental do continente.

Esses resultados estão alinhados com as estimativas feitas pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), cujo Relatório Especial sobre Oceanos e Criosfera de 2019 mostrou que o derretimento das calotas polares contribuiria para cerca de um terço do aumento global do nível do mar.

O IPCC estimou entre 8 cm e 27 cm de aumento causado pelo derretimento da Groenlândia, e uma variação entre 3 cm e 28 cm para a Antártica. Os resultados desse novo estudo ajudarão a embasar o próximo relatório do IPCC, previsto para 2022.

Via: Space

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