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Após críticas sobre como as grandes empresas lidam com a questão das fake news em suas plataformas, alguns gigantes da tecnologia se uniram à BBC para a realização de um esquema de combate à desinformação. As medidas adotadas vão incluir um sistema de alerta precoce para uso durante eleições, educação online e melhor acesso a recursos imparciais para os leitores. Grandes companhias como Google, Twitter e Facebook estão colaborando com o projeto.
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Além dos eventos políticos em que houve uma maior repercussão sobre casos de fake news em campanhas, como o Brexit e nas eleições estadunidenses de 2016, outros eventos recentes e importantes desencadearam uma enxurrada de informações não condizentes com a realidade. É o caso das eleições indianas deste ano, que somente reforçaram a necessidade de um esquema para diminuir a intensidade com que as fake news chegam à população.
Novas medidas
- Sistema de alerta precoce: criação de um sistema para que as organizações possam se alertar rapidamente quando descobrirem desinformação que ameaça a vida humana ou a democracia durante as eleições. A ênfase estará no movimento rápido e coletivo para minar a desinformação antes que ela possa se alastrar.
- Educação midiática: campanha conjunta para apoiar e promover mensagens sobre educação midiática.
- Informação do eleitor: cooperação na informação cívica nas eleições, para que haja uma maneira simples de explicar ao eleitor como e onde votar.
- Aprendizado compartilhado: alerta de informações falsas em eleições consideradas de alto nível.
O diretor geral da BBC, Tony Hall, disse que “a desinformação e as chamadas notícias falsas são uma ameaça para todos nós. Na pior das hipóteses, podem representar uma séria ameaça à democracia e até à vida das pessoas”. Hall ainda ressaltou a importância da cooperação mútua para combater as fake news. “Esta cúpula mostrou uma determinação em tomar ações coletivas para combater esse problema e concordamos com algumas etapas cruciais para isso”, completou.
Fonte: BBC