Estudo analisa preço e ferramentas usadas para espalhar informação falsa na web

Por alguns milhares de dólares, é possível contratar um serviço de difamação de pessoas na internet. Também dá para aumentar artificialmente a quantidade de likes, views e seguidores de contas em redes sociais. O submundo da manipulação da opinião pública na internet foi alvo de um estudo realizado e divulgado pela Trend Micro.

Chamado “The Fake News Machine: How propagandists abuse the Internet and manipulate the public” ("A máquina das notícias falsas: como propagandistas abusam da internet e manipulam o público", em tradução livre), o estudo mostra quais as motivações e os preços cobrados para a disseminação de informação falsa com objetivo de manipular a opinião pública, além de abordar algumas das ferramentas usadas para isso.

Um exemplo de manipulação envolve o descrédito ao trabalho de jornalistas específicos. Por cerca de US$ 55 mil, um grupo ataca o jornalista em suas redes sociais com comentários negativos sobre seus artigos, dando a impressão de que a opinião pública está contra ele, mesmo que, considerando apenas interações reais, a resposta geral ao trabalho seja positiva. Além disso, parte dos comentários envia links para artigos falsos que questionem a credibilidade do jornalista.

Assim, o jornalista passa a ser desacreditado e as informações reais que ele queria levar ao público passam a ser desconsideradas, já que há uma ideia falsa de que ele não tem credibilidade.

Isso tudo ainda varia de lugar para lugar. O estudo da Trend Micro analisou diversas partes do mundo, e descobriu que há diferenças regionais na atuação e na promoção do conteúdo falso em chinês, inglês, russo e árabe.

A quantidade de seguidores de uma conta também pode ser inflada artificialmente. Na plataforma chinesa Weibo, o custo para ganhar 500 seguidores e 1.000 nos dias seguintes é de 490 RMB (moeda chinesa).

O estudo pode ser importante para guiar políticas que minimizem o estrago feito pela disseminação de informações falsas na internet, como, por exemplo, medidas que punam sites que divulguem as "fake news". O estudo pode ser lido aqui (em inglês).

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