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Estudo aponta que fãs adultos de Pokémon tem um cérebro diferente

Bruna Lima, editado por Rui Maciel 08/05/2019 15h27
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Segundo os pesquisadores, pessoas que tiveram muito contato com o desenho tem uma região no córtex que responde mais ativamente quando estimuladas com as imagens do desenho

Ao analisar os cérebros de alguns adultos que brincaram com Pokémon quando eram crianças, pesquisadores liderados por Jesse Gomez - um pós-doutorando em psicologia da Universidade de Berkeley - descobriram o desenvolvimento de uma região do cérebro que responde mais ativamente às imagens desse desenho do que de outros. O estudo, publicado na revista Nature Human Behavior, ainda descobriu uma nova visão de como o cérebro organiza a informação visual.


Os pesquisadores recrutaram 11 adultos “experientes” em Pokémon - que começaram seu contato com o desenho e os jogos dos personagens quando tinham entre de cinco e oito anos e continuaram quando adultos - além de 11 novatos no assunto. Inicialmente, verificou-se que os participantes sabiam distinguir os Pokémons, então seus cérebros foram escaneados enquanto eram mostradas imagens dos 150 dos Pokémons originais junto a outros animais, rostos, carros, palavras, corredores e outros desenhos animados.

Nas "cobaias" de Pokémon mais experientes, uma região do cérebro respondeu mais ativamente às imagens de do desenho do que a qualquer outra, enquanto nos novatos esta região, chamada de sulco occipitotemporal, não mostrou preferência pelos personagens em comparação a outros objetos observados.

Ainda foi apontado pelos cientistas responsáveis pelo estudo como o cérebro aprende a reconhecer imagens diferentes. Ensinar um novo estímulo visual é um processo cuidadosamente controlado. Para garantir que uma pessoa obtenha dados limpos, é necessário mostrar a todos a mesma imagem, com o mesmo brilho e visualizada da mesma distância, tudo isso repetidamente.

A conclusão publicada até agora é que os dados demonstram que as representações do córtex visual - excentricidade retiniana - combinadas com o comportamento de visualização consistente de estímulos específicos durante a infância, resultam em um comportamento compartilhado na idade adulta. Essa teoria pode ser chamada de “viés da excentricidade”, que sugere que o tamanho das imagens que está sendo observada, e a forma que estamos usando para vê-la, com visão central ou periférica, vai prever qual área do cérebro irá responder.

 

Via: The Verge

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