DNA

Estudo revela segredos sobre a formação genética do câncer

Nina Gattis, editado por Liliane Nakagawa 06/02/2020 16h45
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Saber como os diferentes tipos de câncer se formam pode ser a chave para detectar precocemente o desenvolvimento da doença

O principal estudo do projeto Pan-Cancer levou uma década para ser concluído, mas todo esse tempo valeu a pena: nesta quarta-feira (5), artigos publicados na revista acadêmica Nature lançaram luz sobre a formação do câncer ao decorrer dos anos; a informação será útil tanto no tratamento quanto na prevenção da doença.


O resultado é fruto do trabalho mais abrangente já realizado nessa área específica. Com a colaboração de mais de 1.300 pesquisadores e genomas de mais de 2.600 tumores, o estudo registrou informações cruciais sobre 38 tipos de câncer.

“Com o conhecimento que adquirimos sobre as origens e a evolução dos tumores, podemos desenvolver novas ferramentas para detectar o câncer mais cedo, terapias mais direcionadas e tratar os pacientes com mais sucesso”, afirmou Lincoln Stein, membro do comitê de direção do projeto e um dos líderes do estudo.

Segundo Peter Campbell, pesquisador e cientista do Instituto Wellcome Sanger, no Canadá, o mais impressionante são as variações de genomas que um mesmo tipo de câncer pode ter em diferentes pessoas. Na maioria das vezes, as mutações se devem aos diferentes estilos de vida adotados, como, por exemplo, as variações entre o organismo de um tabagista e de um atleta.

Ainda assim, alguns tipos diferentes de câncer possuem semelhanças do ponto de vista genético e podem receber tratamentos iguais. “Pode haver certos tipos de câncer de mama e de próstata para os quais as mutações são semelhantes”, disse Joachim Weischenfeldt, também pesquisador do estudo e cientista da Universidade de Copenhague, na Dinamarca. “Isso significa que um paciente com câncer de próstata pode se beneficiar do mesmo tratamento que aquele geralmente administrado a uma paciente com câncer de mama”, acrescentou.

Para a prevenção, descobriu-se que o desenvolvimento de certos tipos de tumores se dá anos antes do diagnóstico, por vezes até na infância. “Isso mostra que a janela para intervenção precoce é muito maior do que pensávamos”, explicou Campbell. “Se pudermos entender o que está acontecendo em nossos órgãos à medida que envelhecemos, o que causa o acúmulo de mutações genéticas e como o estilo de vida pode virar a balança, podemos considerar maneiras de intervir mais cedo, com o objetivo de prevenir, ou de retardar, o surgimento de cânceres de difícil tratamento”, completou.

 

Via: ScienceAlert

Ciência câncer genética genomas
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