Estudo sugere que funcionamento da memória depende do horário

De acordo com os autores da pesquisa, publicada na Nature Communications, existem duas categorias de esquecimento

Vinicius Szafran, editado por Maria Lutfi 13/01/2020 16h45
Memória
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Pesquisadores da Universidade de Tóquio, no Japão, identificaram o gene BMAL1, que influencia a memória de camundongos. Com a descoberta, os cientistas perceberam que os ratos se tornam mais esquecidos no final da tarde e no início da noite. O estudo sugere que o BMAL1 pode ser um passo importante para descobrir mais sobre o esquecimento humano.


De acordo com os autores da pesquisa, publicada na Nature Communications, existem duas categorias de esquecimento. A primeira, relacionada ao aprendizado, acontece quando a informação não ficou gravada na memória (geralmente por não termos de fato aprendido algo). Já a segunda está ligada à recuperação de informações armazenadas no cérebro, ou seja, quando não lembramos algo que sabemos.

"Nós projetamos um teste que pode diferenciar entre não aprender e não ser capaz de lembrar", disse Satoshi Kida, um dos autores do estudo, em comunicado. Os experimentos foram realizados em camundongos com e sem o gene BMAL1. Os níveis da proteína variam com a hora do dia, sendo mais altos antes de dormir e mais baixos ao acordar.

De acordo com o estudo, os camundongos sem BMAL1 ficaram ainda mais esquecidos logo antes de acordarem. Segundo o cientista, essa diferença causada pela hora do dia já era uma das suspeitas da comunidade de pesquisa em memória, como responsável pela formação da memória e pelo aprendizado.

"Se conseguirmos identificar maneiras de aumentar a recuperação da memória por esse caminho do BMAL1, poderemos pensar em aplicações para doenças humanas com déficit de memória, como demência e doença de Alzheimer", acrescentou Kida.

Segundo a pesquisa, a hora do dia pode influenciar o processo cognitivo de humanos, e isso inclui a recuperação da memória. "Embora esse efeito seja reconhecido há mais de um século, os mecanismos neurobiológicos subjacentes não são compreendidos", escrevem os autores. No entanto, a presença ou ausência do BMAL1 influenciou diretamente no sucesso na recuperação de memórias, e a flutuação dessa substância no cérebro ocorre normalmente ao longo do dia.

Via: Revista Galileu

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