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Há meses, o governo dos Estados Unidos alega que o TikTok é uma preocupação para a segurança e privacidade dos norte-americanos. Em sua ordem executiva banindo o app, o presidente Donald Trump afirmou que a China pode potencialmente ter acesso a “informações pessoais e proprietárias” dos cidadãos por meio de dados coletados pela TikTok. Mas exatamente qual seria esta ameaça é algo que ainda não foi revelado.
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Os relatórios do Departamento de Justiça mantêm confidenciais os detalhes apurados sobre possíveis ações do governo chinês para obter dados dos usuários. Um processo judicial relacionado ao assunto reporta que “embora o TikTok afirme armazenar dados de usuários dentro dos Estados Unidos, o memorando do Departamento de Comércio explica que a República Popular da China ainda pode ter acesso a esses dados por meio de [CENSURADO]”.
O memorando ainda afirma que TikTok e ByteDance ficariam indefesas contra ataques cibernéticos do governo chinês se houvesse alguma tentativa de roubar dados da empresa. Ataques semelhantes aconteceram à Equifax, à rede de hotéis Marriott e ao Escritório de Gerenciamento de Pessoal dos Estados Unidos.
Na decisão do Departamento de Comércio que proibiu transações relacionadas aos aplicativos WeChat e TikTok, o secretário Wilbur Ross afirmou que “sob a orientação do presidente, tomamos medidas significativas para combater a coleta maliciosa de dados pessoais de cidadãos americanos pela China”.

TikTok vs EUA. Imagem: KoshiroK/Shutterstock
De acordo com o comunicado do Departamento de Comércio, “o Partido Comunista Chinês (PCC) demonstrou os meios e motivos para usar esses aplicativos para ameaçar a segurança nacional, a política externa e a economia dos EUA”. As proibições “protegem os usuários nos EUA, eliminando o acesso a esses aplicativos e reduzindo significativamente sua funcionalidade”.
É natural que documentos governamentais que contenham informações cruciais ocultem parte do texto do conhecimento público. Uma decisão judicial não editada, por exemplo, revelou que o servidor do TikTok em Singapura é de propriedade da chinesa Alibaba.
“O secretário também concluiu que os dados de usuários são especialmente vulneráveis ââporque o TikTok mantém um backup de todos os seus dados dos EUA em Singapura com uma empresa com sede na China chamada Alibaba”, afirma o documento.
O TikTok se defende afirmando que não atende demandas do governo chinês por dados norte-americanos, uma vez que os dados são armazenados em servidores dos EUA e de Singapura, e não na China. “O armazenamento em nuvem que alugamos em Singapura é protegido por nossa própria criptografia e tecnologia, que é implementada por nossa equipe de segurança liderada pelos EUA”, afirma o comunicado da empresa.
A rede social ainda tenta finalizar as negociações de aquisição com a Oracle. A ideia é “americanizar” a empresa para poder amenizar as preocupações do governo. “Nossa proposta que a Administração concordou publicamente em princípio moveria 100% dos usuários dos EUA dados para o sistema de armazenamento da Oracle”, disse o TikTok no mesmo comunicado.
Via: CNet